sábado, 3 de outubro de 2015

PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA AS RELAÇÕES PAIS E FILHOS

Princípios Bíblicos para as relações pais e filhos

tEXTO: Lucas 15. 11-31

Introdução
Quantas brigas acontecem em família como consequência de relações domésticas?
Muitos lares estão experimentando muita dor e sofrimento devido à falta de conhecimento sobre como agir em casa, que postura ter.
O objetivo desta reflexão é nos fazer entender alguns princípios exposto aqui que são de grande valor para que haja paz e bênção dentro de nossos lares.
Que o Senhor nos abençoe.

Elucidação Textual
A parábola do filho perdido tem o propósito de ensinar sobre o amor de Deus por nós pecadores e a sua disposição em perdoar sempre aquele que se arrepende. No entanto, como o Mestre ensinava a partir de situações da vida real, podemos encontrar princípios valiosos da nossa relação filial/paternal a partir deste texto, e este é o propósito desta reflexão.
Que o Senhor nos abençoe.

TEMA
A relação entre pais e filhos é a única maneira de se proporcionar ensino relevante.
Pr. Ioséias

sentença interrogativa
Por que somente através da relação pais e filhos o ensino é efetivo?

sentença de transição
O ensino só é efetivo na relação entre pais e filhos porque há exemplo prático e não apenas palavras.

I – ESSE PAI É UM EXEMPLO DE TRABALHO E DISCIPLINA.
A.    O texto em estudo deixa claro que esse pai era um homem bem sucedido em função do seu trabalho. Ele tinha posses.
B.    Esse pai estimulava os seus filhos a serem trabalhadores e os levava com ele para o campo.
C.    O pai não poupou o filho das consequências do seu erro, pelo contrário, permitiu que ele experimentasse cada um dos resultados da sua escolha tola.
D.   Nossos filhos não devem ser poupados da disciplina como consequência dos seus erros deliberados.

II – ESSE PAI É UM EXEMPLO DE FÉ E PERDÃO.
A.    Mesmo diante da decisão inconsequente do filho esse pai permanece aguardando a sua volta e manda separar o um novilho para sevar a fim de comemorar o volta do filho quando ela acontecesse.
B.    Ensine seus filhos pelo seu exemplo e ainda que eles venham a cometer erros espere sempre pelo retorno deles, pois o seu exemplo falará mais forte. (Pv 22.6).
C.    Perdoe os erros dos seus filhos. Afinal você também cometeu os seus erros.
D.   O filho ensaiou um discurso de três pontos para dizer ao pai: (1) pequei contra o céu (Deus) e contra o senhor, (2) não sou mais digno de ser chamado seu filho, (3) trata-me como um dos seus empregados.
E.    O pai o ouviu em seu discurso até o segundo ponto, pois eram os pontos do arrependimento. Porém não deixou que ele mencionasse o terceiro, pois esse ponto procurar ensinar ao pai o que ele deve fazer e o pai é quem decide isso e não o seu filho.

III – ESSE PAI É UM EXEMPLO DE MISERICÓRDIA.
A.    O ato de arrependimento do filho foi mais importante para o pai do que jogar na cara dele a lembrança do seu erro.
B.    Ele honrou o arrependimento e lhe fez uma grande festa.
C.    Ter misericórdia e dar ao outro aquilo que ele não merece.

IV – O FILHO MAIS NOVO É UM EXEMPLO DE EGOÍSMO E DESRESPEITO.
A.    O jovem requer sua herança com o pai em vida. Isso significava dizer que o dinheiro do pai era mais importante do que o próprio pai.
a.    Quantos filhos não se magoam com seus pais e se distanciam porque os pais não lhes deram aquilo que eles queriam. Então, por não obterem as coisas eles desprezamos os pais.
B.    O jovem mostra-se inconsequente no uso do dinheiro que recebeu do seu pai, não levando em conta quanto esforço foi envolvido para a obtenção desse recurso.
a.    Alguns filhos agem e chegam a falar assim: que se dane, o meu pai tem muito dinheiro. (E na maior parte das vezes isso não é verdade).

V – O FILHO MAIS NOVO ARREPENDIDO É UM EXEMPLO DE RECONHECIMENTO E HUMILDADE.
A.    A disciplina vinda como resultado das suas próprias escolhas gerou no filho um resultado muito positivo. Ele reconheceu o tamanho do seu erro.
B.    Diante da situação degradante em que ele se encontra decide então procurar o seu pai e lhe pedir perdão com base nos três pontos que já vimos anteriormente.
C.    Os filhos sábios aprendem com seus erros e têm a grandeza de reconhece-los e de buscar o perdão através de uma conversa franca e com o coração aberto.

V – O FILHO MAIS VELHO É UM EXEMPLO DE GANÂNCIA E AMARGURA.
A.    O filho mais velho, ao saber que seu irmão estava de volta deveria se alegrar, porém, ficou profundamente irritado, pois pensava que o pai o deveria ter tratado com desprezo ou talvez nem mesmo o recebido.
B.    O interesse do filho mais velho estava na herança. Ele focou o seu discurso nisso: “esse filho desperdiçou a herança!”; ou seja, agora o senhor o recebe de volta para ele ter parte no que é só meu!
a.    O filhos mais velho também não amava o pai. Havia ficado somente porque pensava que agora tudo aquilo era só dele. Por isso ficou tão indignado com a volta do mais novo.
b.    Ele era ganancioso.
C.    Também se mostrou amargurado. Ele demonstrou uma indelicadeza e falta de respeito enorme para com o seu pai e a sua decisão. Sua aspereza com o pai revela que ele não tinha espírito de filho. Ele se julgava dono de tudo aquilo, por isso o seu pai não possuía o “direito” de gastar o recurso que agora era só dele com o seu irmão.
a.    Quantos filhos não ficam fazendo conta de quanto os pais gastaram com um ou com o outro? Quantos pedaços de carne cada um comeu? Ou se ao sair com um dos filhos se gastou algo com ele; assim o pai fica “obrigado” de gastar com o outro também.
D.   Essa disputa é fruto de um espírito de competição, que não vem de Deus, mas que nasce da ganância carnal e se revela desde a mais tenra infância.
a.    Essa é a razão de muitas famílias se destruírem depois da morte do pai. A disputa por ter mais. E nenhuma das partes admite que esteja sendo gananciosa.
E.    É preciso lutar contra esse sentimento, pois ele traz muitas tristezas aos corações dos pais.

Conclusão: 
É preciso que nós, pais, sejamos exemplos de trabalho, disciplina, fé, perdão e misericórdia para os nossos filhos, pois eles aprendem nos vendo ser e agir. Então, mesmo que eles venham a ser seduzidos pelos encantos do mundo ou as propostas dos inexperientes amigos a semente da conduta exemplar estará plantada nos seus corações.
Também é preciso que, como filhos de Deus aprendamos a ser bons filhos para os nossos pais. Muitos jovens podem afirmar que não têm pais exemplares, e isso é verdade. Porém, o jovem cristão tem o Pai perfeito, no qual ele pode e deve se espelhar para ser e agir como jovem.
Sendo assim, meninos e meninas do Senhor, se errar, como o filho mais novo da parábola volte, reconheça seu erro e peça perdão. E se for o seu irmão quem errar, não aja com ele como o irmão mais velho da parábola, seja bondoso com os seus irmãos e não fiquem disputando nada, afinal tudo é de vocês, juntos.
Se nós decidirmos obedecer à Palavra do Senhor seremos muito mais felizes e bem sucedidos em nossa vida familiar e também social.

A questão é: você está disposto(a) a obedecer a palavra de Deus?