domingo, 11 de outubro de 2015

INIQUIDADE. SINAL DOS ÚLTIMOS DIAS


Introdução
É muito comum, hoje em dia, as pessoas ficarem intrigadas com os temas escatológicos. Basta um acontecimento mais bombástico que muitos já se alarmam e começam a afirmar que a volta de Jesus está próxima. Muitos cristãos ficam de olho nos acontecimentos mundiais.
Porém, Jesus falou sobre um sinal importante e que poucos cristãos se dão conta dele. Este sinal aconteceria dentro da igreja. Ele é a iniquidade.
A iniquidade é o pecado dos cristãos. Os não cristãos cometem impiedade, pois não são piedosos e não têm temor de Deus. Os cristãos cometem iniquidade, pois conhecem a Deus, mas não têm temor dele.
Mas o que é a iniquidade? Quais as suas implicações?
Este é o assunto que vamos tratar nesta mensagem, visando a glória de Deus e o bem dos irmãos.

tEXTO: mateus 24.4-14

VERDADE TEOLÓGICA
Iniquidade é o esfriamento do amor como consequência do distanciamento da graça.
Ioséias C. Teixeira

sentença interrogativa
Como posso entender a iniquidade como um dos sinais do fim dos tempos?

sentença de transição
Para entender o que a iniquidade representa como sinal do fim precisamos saber o que ela é, o que ela faz e o que ela traz sobre a vida das pessoas.

I – O QUE É A INIQUIDADE.
A.     É o ato de transgredir a lei ou os bons costumes e se considerar inocente. A iniquidade vem sempre associada ao cinismo, ou seja, é a prática do mau ato sem que a pessoa que o comete assuma ou reconheça aquela ação como ato errado ou maldoso. Iniquidade é o reconhecimento de normalidade em uma ação que é descabida e agressiva.
B.     Iniquidade é a arrogância humana de não necessitar da graça de Deus porque nossos erros têm uma “justificativa”.
a.      “Tudo bem, eu cometi esse erro; mas foi por que...” Isto é, eu errei, mas sou inocente, a culpa é de algo ou alguém fora de mim.
C.     Iniquidade é se acostumar com o pecado e não ter mais vergonha de cometê-lo.
D.    A iniquidade é a marca de Laodicéia (Ap 3.14-22).

II – O QUE FAZ A INIQUIDADE.
A.     Faz que a pessoa, quando quebra os mandamentos de Deus, ao invés de se arrepender e confessar, apenas se justifica.
B.     Faz a pessoa parecida com os fariseus, que pecavam e ainda achavam que estava tudo bem diante do Altíssimo.
a.      Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.        
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniquidade.       (
Mt 23:27,28).

III – O QUE TRAZ A INIQUIDADE.
A.     Dureza de coração.
a.      O pecado se torna tão “normal” na vida da pessoa que ela já não tem mais nenhum sentimento de culpa, nenhum peso no coração.
b.     Quando eu já não tenho mais vergonha de me vestir de forma sensual.
c.      Quando eu já não tenho mais vergonha de usar palavras imorais.
d.     Quando mentir se torna normal e justificável.
e.      Quando enganar para levar vantagem se torna uma virtude.
f.        Quando “responder à altura” e não sofrer a ofensa sem revidar é quase uma obrigação.
g.     Quando apesar de tal coisa estar escrita na Bíblia de forma clara, a pessoa pergunta: “será que isso é pecado?”.
B.     Esfriamento do amor
a.      Quando a iniquidade toma conta da vida já não há mais espaço para amar o próximo como o Senhor o ama.
b.     Não há mais espaço para o perdão, apenas para o revide.
c.      Não há mais espaço para tratar o outro com graça, apenas quando isso trouxer algum benefício.
d.     Não há mais dedicação à obra de Deus, porque a pessoa passa a se julgar digna de alguma coisa. Ela minimiza o trabalho de Jesus em seu favor porque não se vê como pecadora já que seus erros são culpa de outros.

Conclusão: 
Cuidados a tomar para não nos tornarmos iníquos:
É preciso entender que nós somos pecadores e todas as nossas justiças são trapos de imundície – Is 64.6.
É preciso compreender que nós somos salvos pela graça, mas não de graça. Foi pago um alto preço pela nossa salvação e devemos viver à altura desse ato salvador – 1Pe 1.18,19; Fp 1.27.
É preciso parar de nos justificar e passar a confessar os nossos pecados a Deus e às pessoas que tivermos ofendido – Lc 18.10-14.
É preciso obedecer aos mandamentos do Reino de Deus ensinados por Jesus no Sermão da Montanha (Mt 5-7) como frisou o próprio Senhor em Mt 7. 24-29.
Decida tomar esses cuidados essenciais na sua vida para se prevenir contra essa maldita enfermidade que ameaça a alma dos cristãos.

Soli Deo Gloria!