sábado, 24 de maio de 2014

Fé, o combustível da vida e da missão cristã




tEXTO: hebreus 11.6
De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam. [1]


Introdução
Temos vivido dias de muitos ensinos estranhos à Escritura Sagrada no seio da Igreja de Jesus. Entre esses ensinos encontra-se o que se fala acerca da fé, um importante pilar do cristianismo. Muitas pessoas têm ensinado que a fé é o elemento que nós possuímos e que nos permite fazer com Deus haja em nosso favor. Contudo, o que a Escritura ensina é que a fé é um dom que Deus nos dá (Rm 12.3; Ef 2.8) e que nos leva à ação em relação aos propósitos do Eterno para a nossa vida.
Nesta mensagem vamos meditar acerca da autêntica vida de fé, que caracteriza os filhos de Deus.
Esteja atento e que o Senhor te abençoe. 

VERDADE TEOLÓGICA, PROPOSIÇÃO OU TEMA
Fé não é o que move a mão de Deus, fé é o que nos move para a glória de Deus.
Ioséias C. Teixeira

sentença interrogativa
O que mostra que a fé é o que nos move?

sentença de transição
O que mostra que a fé nos move são os fatores bíblicos que confirmam o que é viver pela fé.

I – A FÉ É CONFIRMADA POR NOSSA REAÇÃO NAS ADVERSIDADES.
A.    A fé não é determinada pelas bênçãos que recebemos de Deus – Israel no deserto foi tremendamente abençoado por Deus, mas não herdou a promessa - Foi isso que os pais de vocês fizeram quando os enviei de Cades-Barnéia para verem a terra. Depois de subirem ao vale de Escol e examinarem a terra, desencorajaram os israelitas de entrar na terra que o Senhor lhes tinha dado. A ira do Senhor se acendeu naquele dia, e ele fez este juramento:‘Como não me seguiram de coração íntegro, nenhum dos homens de vinte anos para cima que saíram do Egito verá a terra que prometi sob juramento a Abraão, a Isaque e a Jacó,         com exceção de Calebe, filho de Jefoné, o quenezeu, e Josué, filho de Num, seguiram ao Senhor com integridade de coração’.       A ira do Senhor acendeu-se contra Israel, e ele os fez andar errantes no deserto durante quarenta anos, até que passou toda a geração daqueles que lhe tinham desagradado com seu mau procedimento. (Números 32:8-13).
B.    Josué e Calebe, mesmo na adversidade e oposição continuaram crendo na promessa do Senhor - Então Moisés e Arão caíram sobre os seus rostos perante toda a congregação dos filhos de Israel.
E Josué, filho de Num, e Calebe filho de Jefoné, dos que espiaram a terra, rasgaram as suas vestes. E falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: A terra pela qual passamos a espiar é terra muito boa. Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra, e no-la dará; terra que mana leite e mel. Tão-somente não sejais rebeldes contra o Senhor, e não temais o povo dessa terra, porquanto são eles nosso pão; retirou-se deles o seu amparo, e o Senhor é conosco; não os temais.
(
Números 14:5-9)
C.    Muitos heróis da fé confirmaram sua fidelidade na adversidade - Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior. Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão,
apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados. O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas.
Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido
. (
Hebreus 11:35-39).
D.    

II – A FÉ É CONFIRMADA POR NOSSAS AÇÕES EM TODO TEMPO.
A.    Cada um dos heróis da fé é mencionado pelas atitudes que tiveram em relação a Deus e não por meramente declararem uma crença - Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício superior ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas. Embora esteja morto, por meio da fé ainda fala. 
Pela fé Enoque foi arrebatado, de modo que não experimentou a morte; "ele já não foi encontrado porque Deus o havia arrebatado", pois antes de ser arrebatado recebeu testemunho de que tinha agradado a Deus.      
Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.
Pela fé Noé, quando avisado a respeito de coisas que ainda não se viam, movido por santo temor, construiu uma arca para salvar sua família. Por meio da fé ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.
Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo
. (
Hebreus 11:4-8).

III – A FÉ É CONFIRMADA POR NOSSA VIDA PAUTADA NA VERDADE DE JESUS.
A.    João Batista foi apontado por Jesus como o maior dos nascidos de mulher (Mt 11.11). Mas por que, se ele não fez nenhum milagre? A resposta está em João 10.40-42Então Jesus atravessou novamente o Jordão e foi para o lugar onde João batizava nos primeiros dias do seu ministério. Ali ficou, e muita gente foi até onde ele estava, dizendo: “Embora João nunca tenha realizado um sinal miraculoso, tudo o que ele disse a respeito deste homem era verdade” E ali muitos creram em Jesus. (João 10.40-42).
B.    João Batista tinha uma vida pautada na Verdade. O que faz de alguém um homem ou mulher de Deus não são os milagres que tal pessoa opera, mas uma vida firmada na verdade do Evangelho.

Conclusão: 
Como ficou muito claro a fé é confirmada por nossas reações, por nossas ações e por nossa vida pautada na verdade do evangelho de Jesus.
A questão a ser levantada é: nossas reações às circunstâncias que nos cercam revelam nossa fé no Senhor? Nossas ações no que pertine à observância e cumprimento das ordens da Escritura deixam claro que somos homens e mulheres de fé? E as nossas palavras e forma de vida deixam evidente que confiamos em Jesus?
Avalie-se e responda para si mesmo e para o Senhor.
Soli Deo Gloria!


[1]Sociedade Bíblica do Brasil: Almeida Revista E Atualizada, Com Números De Strong. Sociedade Bíblica do Brasil, 2003; 2005, S. Hb 11:7