segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A Igreja que agrada a Deus conhece a si mesma e à graça de Deus



Sermão
série: A Igreja que Agrada a deus
 
VERDADE TEOLÓGICA
Agradamos a Deus quando reconhecemos nossa incapacidade de viver de forma justa e recebemos essa justiça por meio de Jesus, que nos capacita.
Ioséias Carvalho Teixeira


Leitura Bíblica Congregacional
romanos 3.10-17


I – O pecado perverte a personalidade (Rm 3.10-12).
a)    Não há justo – A perversidade inata ao ser humano deixa claro que todos somos maus.
b)    Não há quem entenda – Somos espiritualmente ignorantes.
c)    Não há quem busque a Deus – Somos rebeldes.
d)    Todos se extraviaram – Somos desobedientes.
e)    A uma se fizeram inúteis – Somos espiritualmente imprestáveis.
f)     Não há quem faça o bem – Somos moralmente corruptos.

II – O pecado perverte a conversação (Romanos 3.13,14).
A verdadeira característica da pessoa inevitavelmente vem à tona na conversação. A Bíblia está repleta de afirmações dessa verdade:
a)      Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.
O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mt 12.34,35
b)      Mas, o que sai da boca, procede do coração, e isso contamina o homem.
Mt 15.18
c)      A boca do justo jorra sabedoria, mas a língua da perversidade será cortada.
Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, só perversidades.
Pv 10.31,32
d)     Um ato de fala maldoso, uma expressão perversa do coração, corrompe cada órgão que é tocado, pois “o que sai da boca” contamina todo o homem (Mt 15.11).

III – O pecado perverte a conduta (Romanos 3.15-20).
a)    Aqui Paulo está citando o Profeta Isaías (59.7,8) falando a Israel. Portanto, não se trata de uma denúncia contra as perversidades pagãs, mas uma acusação formal contra as pessoas religiosas que criam em Deus.
b)    A frase “são és são velozes para derramar sangue inocente” descreve a tendência pecaminosa ao homicídio. Lembremos que Jesus ensina que o ódio é o equivalente moral do homicídio (Mt 5.21,22).
c)    Os pecadores naturalmente são atraídos ao ódio e aos seus resultados violentos. Isso pode ser visto com muita clareza em nossa sociedade.
d)    A perversidade humana é a imperfeição do próprio coração humano.
e)    A Lei carrega a sua própria condenação contra aqueles que não a guardam perfeitamente: “Maldito aquele que não confirmar as palavras dessa lei, não as cumprindo” (Dt 27.26; cf. Gl 3.10).

IV – O pecado perde o seu poder através da graça de Deus em Jesus (Romanos 3.21-27).
a)    O pecado escraviza o homem, mas a graça de Jesus nos oferece a justiça de Deus mediante a fé no Filho de Deus.
b)    Uma vez que somos todos pecadores só podemos ser justificados pela redenção realizada através do sangue de Jesus que gratuitamente se ofereceu por nós, para nos purificar dos pecados que cometemos  sob a paciência de Deus.
c)    Assim, Jesus é o único merecedor de honra e glória, pois não há nada em nós do que possamos nos gloriar. Somente o Senhor é justo e pode nos justificar mediante a fé nele.
d)    Por essa razão o homem não tem do que se gloriar, pois a lei das obras não pode ser cumprida por pecadores, somente a lei da fé (convicção moral, certeza).

Conclusão: 
A conclusão óbvia a que chegamos com Paulo é que nós somos declarados justos por Deus, sem nenhuma obra da lei. Deus não anula a Lei, antes justifica tanto gentios e judeus pela graça e nós estabelecemos o valor da Lei ao recebermos pela fé o seu cumprimento por meio de Jesus.