terça-feira, 7 de maio de 2013

Regras Concisas de Exegese - Aula 4

Princípios gerais de interpretação

·            Regra 1: Trabalhe partindo da pressuposição de que a Bíblia tem autoridade.
·            Regra 2: A Bíblia é seu intérprete; a Escritura explica melhor a Escritura.
·            Regra 3: A fé salvadora e o Espírito Santo são-nos necessários para compreendermos e interpretarmos bem as Escrituras.
·            Regra 4: Interprete a experiência pessoal à luz da escritura, e não a Escritura à luz da experiência pessoal.
·            Regra 5: Os exemplos bíblicos só têm autoridade quando amparados por uma ordem.
·            Regra 6: O propósito primário da Bíblia é mudar as nossas vidas, não aumentar o nosso conhecimento.
·            Regra 7: Cada cristão tem o direito e a responsabilidade de investigar e interpretar pessoalmente a Palavra de Deus.
·            Regra 8: A história da Igreja é importante, mas não decisiva na interpretação da Escritura.
·            Regra 9: As promessas de Deus na Bíblia toda estão disponíveis ao Espírito Santo a favor dos crentes de todas as gerações.

Princípios gramaticais de interpretação

·            Regra 10: A Escritura tem somente um sentido, e deve ser tomada literalmente.
·            Regra 11: Interprete as palavras no sentido que tinham no tempo do autor.
·            Regra 12: Interprete a palavra em relação à sua sentença e ao seu contexto.
·            Regra 13: Interprete a passagem em harmonia com o seu contexto.
·            Regra 14: Quando um objeto inanimado é usado para descrever um ser vivo, a proposição pode ser considerada figurada.
·            Regra 15: Quando uma expressão não caracteriza a coisa descrita, a proposição pode ser considerada figurada.
·            Regra 16: As principais partes e figuras de uma parábola representam certas realidades. Considere somente essas principais partes e figuras quando estiver tirando conclusões.
·            Regra 17: Interprete as palavras dos profetas no seu sentido comum, literal e histórico, a não ser que o contexto ou a maneira como se cumpriram indiquem claramente que têm sentido simbólico. O cumprimento delas pode ser por etapas, cada cumprimento sendo uma garantia daquilo que há de seguir-se.

Princípios históricos de interpretação

·            Regra 18: desde que a Escritura originou-se num contexto histórico, só pode ser compreendida à luz da história bíblica.
·            Regra 19: Embora a revelação de Deus nas Escrituras seja progressiva, tanto o V.T. como o N.T. são partes essenciais desta revelação e formam uma unidade.
·            Regra 20: Os fatos ou acontecimentos históricos se tornam símbolos de verdades espirituais, somente se as Escrituras assim os designarem.

Princípios teológicos de interpretação 
·            Regra 21: Você precisa compreender gramaticalmente a Bíblia, antes de compreende-la teologicamente.
·            Regra 22: Uma doutrina não pode ser considerada bíblica, a não ser que resuma e inclua tudo o que Escritura diz sobre ela.
·            Regra 23: Quando parecer que duas doutrinas ensinadas na Bíblia são contraditórias, aceite ambas como escriturísticas, crendo confiantemente que elas se explicarão dentro de uma unidade mais elevada.
·            Regra 24: Um ensinamento simplesmente implícito na Escritura pode ser considerado bíblico quando uma comparação de passagens correlatas o apóia.