segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cristo, a perfeita Páscoa

Texto: "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós". (1Coríntios 5:7 ARC) Introdução:  Eu fico impressionado de observar o que acontece nesses dias que antecedem a Páscoa. Muitas pessoas enchendo as lojas para comprar um ovo de chocolate para satisfazer as expectativas que a mídia criou nas suas mentes. No entanto, a maior parte dessas pessoas não faz idéia do verdadeiro significado da Páscoa, tanto da Páscoa Judaica quanto da Páscoa Cristã. Nesta mensagem vamos avaliar a Páscoa judaica e a Páscoa cristã e como Cristo, a nossa Páscoa, é superior à Páscoa judaica, pois esta o prefigurava e apontava para realidades superiores, cumpridas em Jesus. Que Deus te abençoe e que o Espírito Santo te encha do conhecimento do Altíssimo e encha o seu coração com essa mensagem. Elucidação textual: No texto em apreço, Paulo está escrevendo para uma igreja problemática, que era tolerante com o pecado e que é exortada por ele a tomar uma firme posição contra os falsos cristãos, que mesmo confessando crer em Jesus, viviam em impureza (promiscuidade), avareza, idolatria, fofocas (boatos infundados ou fatos que visam prejudicar ou difamar alguém), bebedeiras e até roubos (v. 11).  Para mostrar quem são os verdadeiros cristãos, Paulo lança mão do sacrifício de Jesus como cordeiro pascal e dos pães ázimos como símbolos para nossas vidas como sendo isentas do fermento do pecado. E para se manter assim cabe aos santos excluir de suas vidas tudo o que possa exercer influência pecaminosa sobre nós. E somente podemos fazer isso se, de fato, o perfeito sacrifício de Jesus for crido e recebido por nós com verdadeira fé para realizar a sua obra com eficácia. Verdade teológica: O sacrifício de Jesus Cristo é a perfeita Páscoa. Nele celebramos a verdadeira libertação que todo ser-humano necessita e que a Páscoa judaica representava. Oração interrogativa: Como podemos certeza de que o sacrifício de Jesus é o cumprimento perfeito daquilo que o sacrifício do cordeiro da Páscoa judaica prefigurava? Oração de transição: A certeza de que o sacrifício de Jesus é a perfeita Páscoa pode ser comprovada com base em pelo ao menos três fatos bíblicos: 1. Por aquilo de que cada sacrifício liberta. A) O sacrifício da Páscoa judaica implica na morte de um cordeiro para a libertação de um poder externo - o Egito.  "Então, direis: Este é o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo inclinou-se e adorou". (Êxodo 12:27 ARC) B) O sacrifício da Páscoa cristã (Jesus) implica na morte e ressurreição do Cordeiro de Deus para a libertação do poder do pecado.  "Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação, e por fim a vida eterna". (Romanos 6:22 ARC) 2. Por aquilo que cada sacrifício comemora. A) O sacrifício da Páscoa judaica comemora a libertação de um cativeiro fisico e a morte do inimigo humano.  "Então, cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao Senhor; e falaram, dizendo: Cantarei ao Senhor, porque sumamente se exaltou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.  O Senhor  é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus; portanto, lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai; por isso, o exaltarei". (Êxodo 15:1, 2 ARC) B) O sacrifício da Páscoa cristã (Jesus) comemora a libertação do poder do pecado e a morte do "eu".  "para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo, nosso Senhor". (Romanos 5:21 ARC) "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim". (Gálatas 2:20 ARC) 3. Por aquilo que marcou a singularidade de  cada sacrifício. A) O sacrifício da Páscoa judaica rememora a abertura do Mar Vermelho, que deu acesso ao deserto.  "Então, Moisés estendeu a sua mão sobre o mar, e o Senhor fez retirar o mar por um forte vento oriental toda aquela noite; e o mar tornou-se em seco, e as águas foram partidas.  E os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram como muro à sua direita e à sua esquerda". (Êxodo 14:21, 22 ARC) B) A Páscoa cristã rememora o rasgar do véu, que deu acesso direto a Deus. "escurecendo-se o sol; e rasgou-se ao meio o véu do templo.  E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. E, havendo dito isso, expirou". (Lucas 23:45, 46 ARC) "Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus,  pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne," (Hebreus 10:19,20 ARC) Conclusão:  Como pudemos ver nesse sermão, Jesus é a perfeita Páscoa, pois ele não nos libertou de um poder humano e temporal, mas libertou do poder do pecado. Nele não celebramos a morte de nenhum ser-humano, mas a morte do eu, para que Ele viva em nós. E com Ele nosso acesso ao Deus todo-poderoso está aberto, mediante ao seu sacrifício na Cruz do calvário, que rasgou o véu e nos deu entrada no lugar santíssimo da presença de Deus. Sendo assim, somos ricamente privilegiados. Mas como temos vivido esse privilegio? Você tem desfrutado da liberdade do pecado e vivido para a gloria de Deus? Tem matado o seu "eu" para que a vida de Cristo transborde na sua vida? Tem desfrutado do privilégio de entrar na presença de Deus com ousadia e temor do Senhor? Senão, esse é o momento para se decidir em favor de si mesmo e viver o evangelho na integra, desfrutando dos benefícios do sacrifício de Jesus em favor. Tome uma posição quanto ao que você ouviu e responda ao chamado de Deus para a sua vida.  Deus te abençoe.