sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo



Art. 1 – Do Testemunho da Natureza quanto a Existência de Deus.
Existe um só Deus vivo e pessoal; suas obras no céu e na terra manifestam não meramente que existe mas que possui sabedoria poder e bondade tão vastos que os homens não os podem compreender; conforme sua sabedoria e livre vontade governa todas as coisas.
Art. 2 – Do Testemunho da Revelação a Respeito de Deus e do Homem.
Ao testemunho das Suas obras Deus acrescentou informações a respeito de Si mesmo e do que requer dos homens. Essas informações se acham nas Escrituras Sagradas do Velho e do Novo Testamento (*), nas quais possuímos a única regra perfeita para nossa crença sobre o Criador e preceitos infalíveis para todo o nosso proceder nesta vida.
(*) Os livros apócrifos não são parte da Escritura divinamente inspirada.
 Art. 3 – Da Natureza dessa Revelação.
As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus. Seu valor incalculável e devem ser lidas por todos os homens.
Art. 4 – Da Natureza de Deus.
Deus, o Soberano Proprietário do Universo, é espírito, eterno, infinito, e imutável em sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade.
Art. 5 – Da Trindade.
Na Unidade Embora seja um grande mistério que existam diversas Pessoas em um só Ente, é verdade que na divindade ha uma distinção de Pessoas indicadas nas Escrituras Sagradas pelos nomes Pai, Filho e Espírito Santo e pelo uso dos pronomes Eu, Tu e Ele, empregados por Elas mutuamente entre si.
Art. 6 – Da criação do Homem.
Deus, tendo preparado este mundo para a habitação do gênero humano, criou o homem, constituindo-o de uma alma que é espírito, e de um corpo composto de matérias terrestres. O primeiro homem foi feito é semelhança de. Deus, puro, inteligente e nobre, com memória, afeições e vontade livre, sujeito aquele que o criou, mas com domínio sobre todas as outras criaturas deste mundo.
Art. 7 – Da Queda do Homem.
O homem, assim dotado e amado pelo Criador era perfeitamente feliz; mas tentado por um espirito rebelde (chamado por Deus Satanás), desobedeceu ao seu Criador; destruiu a harmonia em que estivera com Deus; perdeu a semelhança divina; tornou-se corrupto e miserável; deste modo vieram sobre ele a ruína e a morte.
Art. 8 – Da Consequência da Queda.
Esta não se limitara ao primeiro pecador. Seus’ descendentes herdaram dele a pobreza, a desgraça, e a inclinação para o mal e a incapacidade de cumprir bem o que Deus manda; por consequência todos pecam, todos merecem ser condenados e de fato todos morrem.
Art. 9 – Da Imortalidade da Alma.
A alma humana não acaba quando o corpo morre. Destinada por seu Criador a uma existência perpetua, continua capaz de pensar, desejar, lembrar-se do passado e gozar da mais perfeita paz e regozijo; e também de temer o futuro, sentir remorso e horror e sofrer agonias tais que mais quereria acabar do que continuar a existir; o pecador pela rebelião contra o seu Criador, merece para sempre esta miséria, que é chamada por Deus a segunda morte.
Art.10 – Da Consciência e do Juízo Final.
Deus constituiu a consciência juiz da alma do homem. Deu-lhe mandamentos pelos quais se decidissem todos os casos, mas reservou para Si o julgamento final, que será em harmonia com Seu próprio caráter. Avisou os homens da pena com que punira toda injustiça, maldade, falsidade e desobediência ao Seu governo; cumprira Suas ameaças, punindo todo o pecado em exata proporção é culpa.
Art. 11- Da Perversidade do Homem e do Amor de Deus.
Deus, vendo a perversidade, a ingratidão e o desprezo com que os homens Lhe retribuíam seus benefícios e o castigo que merecem, cheio de misericórdia compadeceu-se deles; jurou que não deseja a morte dos ímpios; além disso, amou-os e mandou declarar-lhes, em palavras humanas, Sua imensa bondade para com eles. E quando os pecadores nem com tais palavras se importavam, Ele lhes deu a maior prova de Seu amor enviando-lhes um Salvador que os livrasse completamente da ruína e da miséria, da corrupção e condenação e os restabelecesse para sempre no Seu favor.
Art. 12 – Da Origem da Salvação.
Esta salvação, tão preciosa e digna do Altíssimo (porque esta inteiramente em harmonia com o Seu caráter), procede do infinito amor do Pai, que deu Seu Unigênito Filho para salvar os Seus inimigo.
Art. 13 – Do Autor da Salvação.
Foi adquirida. porém. pelo Filho, não com ouro nem com prata, mas com Seu sangue, pois tomou para Si um corpo humano e uma alma humana preparados pelo Espírito Santo no ventre de uma virgem; assim, sendo Deus, e continuando a ser, se fez homem. Nasceu da Virgem Maria, viveu entre os homens, como se conta nos Evangelhos; cumpriu todos os preceitos divinos e sofreu a morte e a maldição como o substituto dos pecadores, ressuscitou e subiu ao céu. Ali intercede pelos Seus remidos e para valer-lhes tem todo poder no céu e na terra. É nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que oferece, de graça, a todo pecador, o pleno proveito da sua obediência e sofrimentos, e o ” assegura a todos os que, crendo nEle, aceitam-no por Seu Salvador.
Art.14 – Da Obra do Espírito Santo no Pecador.
O Espírito Santo enviado pelo Pai e pelo Filho, usando das palavras de Deus, convence o pecador dos seus pecados e da sua ruína, mostra-lhe a excelência do Salvador, move-o a arrepender-se, a aceitar e a confiarem Jesus Cristo. Assimproduz a grande mudança espiritual chamada nascer de Deus: O pecador nascido de Deus esta desde já perdoado, justificado e salvo; tem a vida eterna e goza das bênçãos da salvação.
Art. 15 – Do Impenitente.
Os pecadores que não crerem no Salvador e não aceitarem a salvação que lhes esta oferecida de graça, hão de levar a punição das suas ofensas, pelo modo e no lugar destinados para os inimigos de Deus.
Art.16 – Da única Esperança de Salvação.
Para os que morrem sem aproveitar-se desta salvação, não existe no porvir, além da morte, um raio de esperança. Deus não deparou remédio para os que, até o fim da vida neste mundo, perseveram nos seus pecados. Perdem-se. Jamais terão alivio.
Art. 17 – Da Obra do Espírito Santo no Crente.
O Espírito Santo continua a habitar e operar naqueles que faz nascer de Deus; esclarece-lhes a mente mais e mais com as verdades divinas, eleva e purifica-lhes as afeições, adiantando neles a semelhança de Jesus; estes frutos do Espírito são provas de que passaram da morte para a vida, e que são de Cristo.
Art.18 – Da União do Crente Com Cristo e do Poder para o Seu Serviço.
Aqueles que tem o Espírito de Cristo estão unidos com Cristo e, como membros do seu corpo, recebem a capacidade de servi-Lo. Usando desta capacidade procuram viver e realmente vivem, para a glória de Deus, seu Salvador.
Art.19 – Da União do Corpo de Cristo.
A Igreja de Cristo no céu e na terra é uma s e compõem-se de todos os sinceros crentes no Redentor, os quais foram escolhidos por Deus antes de haver mundo para serem chamados e convertidos nesta vida e glorificados durante a eternidade.
Art. 20 – Dos deveres do Crente.
É de obrigação dos membros de uma igreja local reunirem-se para fazer orações e dar louvores a Deus, estudarem Suas palavras, celebrarem os ritos ordenados por Ele, valerem uns aos outros e promoverem o bem de todos irmãos, receberem entre si como membros aqueles que pedem e que parecem verdadeiramente filhos de Deus pela fé; excluírem aqueles que depois mostram, pela desobediência aos preceitos do Salvador, que não são de Cristo; e procurarem o auxilio e proteção do Espírito Santo em todos os seus passos.
Art. 21 – Da Obediência dos Crentes.
Ainda que os salvos não obtenham a salvação pela obediência é lei senão pelos merecimentos de Jesus Cristo, recebem a lei e todos os preceitos de Deus como um meio pelo qual Ele lhes manifesta sua vontade sobre o procedimento dos remidos e guarda-nos tanto mais cuidadosa e gratamente por se acharem salvos de graça.
Art. 22 – Do Sacerdócio dos Crentes e dos Dons do Espírito.
Todos os crentes sinceros são sacerdotes para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo; n que é o Mestre, Pontífice e único Cabeça da sua Igreja as como governador da Sua Casa estabeleceu nela diversos cargos como pastor, presbítero, diácono e evangelista; para eles escolhe e habilita, com talentos próprios, aos que Ele quer para cumprirem os deveres destes ofícios. E quando existem, devem ser reconhecidos pela Igreja como preparados e dados por Deus.
Art. 23 – Da Relação de Deus para com o Seu Povo.
O Altíssimo Deus atende as orações que, com fé, em nome de Jesus, o único Mediador entre Deus e os homens, Lhe são apresentadas pelos crentes, aceita os seus louvores e reconhece como feito a Ele, todo o bem feito aos Seus.
Art. 24 – Da Lei Cerimonial e dos Ritos Cristãos.
Os ritos judaicos, divinamente instruídos pelo ministério de Moisés, eram sombras de bens vindouros e cessaram quando os mesmos bens vieram. Os ritos cristãos são somente dois: o batismo d’água e a Ceia do Senhor.
Art. 25 – Do Batismo com água
O batismo com água foi ordenado por nosso Senhor Jesus Cristo como figura do batismo verdadeiro e eficaz, feito pelo Salvador, quando envia o Espírito Santo para regenerar o pecador. Pela recepção do batismo com a pessoa declara que aceita os termos do pactoem que Deusassegura aos crentes as bênçãos da salvação.
Art. 26 – Da Ceia do Senhor.
Na Ceia do Senhor como foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, o pão e o vinho representam vivamente ao coração do crente, o corpo que foi morto e o sangue que foi derramado no Calvário. E participar do pão e do vinho representa o fato de que a alma recebeu seu Salvador. O crente faz isto em memória do Senhor, mas é da sua obrigação examinar-se primeiro, fielmente, quanto a sua fé, seu amor e seu procedimento.
Art. 27 – Da Segunda vinda do Senhor Nosso Senhor.
Jesus Cristo vira do céu como homem, em Sua própria glória e na gloria de Seu Pai, com todos os santos e anjos; assentar-se-á no trono da Sua glória e julgará todas as nações.
Art. 28 – Da Ressurreição para a Vida ou para a Condenação.
Vem a hora em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e ressuscitarão; os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Os crentes que nesse tempo estiverem vivos serão mudados e sendo arrebatados estarão para sempre com o Senhor. Os outros também ressuscitarão, mas para a condenação.