terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vivendo e aprendendo

A vida nos ensina muitas coisas e eu estou sempre aprendendo. Atualmente tenho aprendido que as pessoas nas igrejas idealizam seus pastores e esperam que eles sejam sempre homens alegres, sorridentes, que se mostrem sempre fortes e animados. Se algum pastor declara que está triste, ou se decepcionou com alguém ou alguma coisa, ou ainda se está cansado ou se sentindo fraco, pronto! Está criada a celeuma. O zumzumzum é imediato. "Como pode um pastor ser assim?", "o verdadeiro homem de Deus não fica triste nunca, porque o Senhor é com ele!", "Como que ele foi traído? Se fosse mesmo um homem de Deus o Senhor lhe teria revelado.", "como assim? Pastor de verdade não pode se sentir fraco nunca!", "que cansaço? Ele não faz nada, só pastoreia", e por aí vai. Parece-me que boa parte da igreja brasileira tem projetado sobre os seus pastores a imagem de atores de TV e cinema ou de políticos e atletas, que sempre aparecem bem vestidos, sorridentes e com histórias mirabolantes de sucesso, riqueza, "integridade" e modelos de ação social. Essas personagens criadas pela mídia não são as pessoas por trás delas; mas as os iludidos não conseguem enxergar nada além daquilo que a mídia mostra. Infelizmente, os erros dessas pessoas são minimizados, ocultados ou até mesmo apresentados como virtudes. Tenho constatado que homens de bem, que querem cuidar do rebanho, que são "maridos de uma só mulher", que vivem em função do bem das pessoas, que fazem a obra social todos os dias(não apenas nas campanhas anuais da TV), não são valorizados, nem amados por muitos, inclusive dentro da sua comunidade de fé, enquanto que os produtos da mídia são amados e imitados em sua conduta. Acredito que a atual condição moral do nosso país se deva à influência que essas personagens midiáticas da política, esportes, música e televisão (inclusive alguns tele-evangelistas) exercem sobre as pessoas. A Igreja precisa aprender com o autor de carta aos Hebreus: "Lembrem-se dos seus líderes, que lhes falaram a palavra de Deus. Observem bem o resultado da vida que tiveram e imitem a sua fé" (Hebreus 13.7). Quem norteia a minha vida? Quem são meus mentores, as pessoas que me influenciam com suas condutas? Não dá para acreditar numa pessoa que eu só conheço por meio da mídia,com quem não convivo e não compartilho sua verdadeira história. Me nego a seguir os conselhos dessas pessoas porque não posso comprová-los no seu estilo de vida; afinal, é muito fácil, bonito e até empolgante falar de amor, mas a sua autencidade só pode ser comprovada pela vivência próxima, real e não virtual. Portanto, se você, meu leitor, não me conhece, tenha-me por mentiroso a busque informações sobre a minha vida e caráter antes de acreditar ou aceitar o que escrevo, falo ou faço. Se o que você descobrir de mim não for bom, descarte-me como uma possível influência para a sua vida. Se quiser leia-me para avaliar. Em dias de comunicação cada vez mais virtual em que todos têm muito a falar e homens, mulheres, garotos e garotas escrevem, falam ou cantam sobre coisas que nunca viveram com a experiência que nunca tiveram, penso que é bom começar a voltar para a vida real e ouvir aqueles que nos conhecem e que nós conhecemos,que são pessoas de verdade, com defeitos e virtudes e que conhecemos as suas obras. Siga o exemplo de um pastor de carne e osso, que ainda que tenha suas falhas está trabalhando para o seu bem e buscando te orientar a partir das verdades eternas da Escritura. Se tenho que aprender, quero aprender com gente de verdade e não com "produtos" da mídia comercial. Deus te abençoe.