terça-feira, 13 de novembro de 2012

Nova Reforma



É lamentavelmente que a mídia não tenha feito nenhuma menção ao aniversário da Reforma (31.10.1517) já que o impacto da Reforma ultrapassou em muito as fronteiras religiosas. Mas também, é lamentável que a data passe em branco para a maioria das igrejas evangélicas brasileiras. Conhecer a Reforma suscita gratidão, louvor e adoração a Deus e nos lega grandes exemplos de fé e piedade. Além disso, a Igreja atual jamais deveria esquecer o slogan: “Igreja reformada sempre reformando”. Obviamente, os reformadores não estavam assinando uma procuração que legitimasse as doutrinas e práticas estranhas que muitos querem incorporar à Igreja. Para eles, a reforma periódica se justificaria tendo em vista que a Igreja está sujeita (como a história demonstra) a se afastar do evangelho. Por conseguinte, toda vez que a Igreja tomasse um caminho estranho uma nova reforma seria necessária.  Basta uma comparação rápida entre o evangelho e ensino dos reformadores com o “evangelho” atual para constatarmos a necessidade urgente de uma nova Reforma.  No entanto, não pretendo destacar os vários aspectos que são já percebidos por muitos, apenas desejo salientar um que julgo pertinente.  Sabemos que a justificação foi a principal bandeira da Reforma. Que mudança experimentaram todos aqueles que compreenderam esta doutrina! Trocaram o fardo pesado da culpa, o medo e o desespero pela paz e alegria da segurança em Cristo. Muitos, porém, dos que professam a justificação não demonstram tanta confiança quando o assunto é a sobrevivência neste mundo. No culto confessamos nossa confiança em Deus, mas no restante da semana vivemos como se a vida dependesse só de nós. Infelizmente, diante das crises e lutas diárias o medo e desespero medievais são restaurados para alegria dos vendedores de indulgências modernos. Portanto, a nova Reforma deve enfatizar que a obra de Cristo é suficiente para nos conduzir em segurança e paz em todas as áreas de nossa vida.  Vale a pena lembrar a pergunta do apóstolo: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas”?       

Pr. Israel Sifoleli.