quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Escatologia Dispensacionalista


Os Últimos Dias
Conhecendo o projeto eterno de Deus para a humanidade.

Introdução
Ø  A Escatologia é a parte da teologia que se ocupa do estudo das profecias bíblicas concernentes aos últimos dias da história como a conhecemos.
Ø  Neste estudo estaremos nos atendo ao que a Bíblia ensina sobre a segunda vinda de Cristo,as bodas do Cordeiro, o tribunal de Cristo, a grande tribulação, o milênio, o juízo final e o estado eterno dos justos e dos ímpios.
Ø  Você conhece o que a Bíblia diz sobre esses assuntos? Deseja ampliar ou testar seus conhecimentos sobre tão importante tema? Vamos juntos aprender mais de Deus, porque em outro tempo houve um povo que “foi destruído por falta de conhecimento (Os 4.6 a – NVI).

Programação
Ø  A Segunda Vinda de Cristo.
Ø  O Tribunal de Cristo.
Ø  As Bodas do Cordeiro.
Ø  A Grande Tribulação.
Ø  O Milênio
Ø  O Juízo Final
Ø  O Estado Eterno
Ø  Para isso nós teremos 3h. de estudo, divididas em duas sessões de 1:30h.

Visão geral
Ø  Há elementos escatológicos presentes na estrutura de muitas doutrinas básicas da nossa Confissão de Fé, tais como: a doutrina da justificação, da salvação, da aliança, da graça, da igreja, da responsabilidade individual e outras.

A Segunda Vinda de Cristo
l  Como se dará a volta de Jesus?
Ø  Em duas fases:
Ø  A 1ª fase de forma secreta - o arrebatamento da igreja (Mt 24.27).
Ø   A 2ª fase de forma visível, para a salvação dos judeus e a instauração do milênio (Mt 24.30,31; Zc 12.9 -13.2; Ap 20.4).
l  Na primeira vinda Jesus também veio em duas fases, porém,em ordem inversa. Na primeira fase ele veio de forma visível para o seu povo, Israel (Jo 1.11); na segunda fase ele veio de forma secreta para a Igreja, através do Espírito Consolador (Jo 14.18-23).

l  As duas fases da Segunda Vinda
l  Mateus 24.27-31 deixa claro a volta de Jesus em duas fases, tendo a Grande Tribulação entre elas.
l  No v.27 o Senhor relata sobre a primeira fase, de forma secreta para o mundo, assim como Paulo em I Co 15.52.
l  No v. 29 ele relata a Grande Tribulação, revelando os sinais terríveis desses dias.
l  Nos vv.30,31 o Senhor aborda a segunda fase da sua vinda, logo após a Grande Tribulação, para os seus eleitos, os judeus (Sl 33.12).

A importância desse conhecimento
Ø  “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (I Ts 4.18).
Ø  É verdade que a morte de alguém querido produz tristeza, mas não nos desesperamos “como os demais que não têm esperança” (I Ts 4.13b.).
Ø  Aqueles que conhecem a Deus, santificam-se esperando este tão glorioso dia (I Ts 5.23).

O Tribunal de Cristo - I Co 5.10; Rm 14.10.
Ø  Esse evento é o julgamento ao qual comparecerão apenas os crentes que viveram na era da Igreja. Não é o mesmo julgamento que os incrédulos terão de enfrentar quando comparecerem diante do Grande Trono Branco (Ap 20.11-15).
Ø  Neste evento nós seremos avaliados com base naquilo que fizemos durante nossa vida na Terra, e receberemos galardões por esse trabalho. Os critérios de avaliação estão descritos em I Co 3.11-16;4.1-5 e 9.24-27.
Ø  Esse julgamento se dará no céu enquanto a Tribulação estiver ocorrendo na Terra, para que assim a Igreja possa ser adornada como a Noiva que descerá com Ele na Segunda Vinda (Ap 19.7-8).

As Bodas do Cordeiro
Ø  Efésios 5.25-32 indicam que Cristo desposará a Igreja.
Ø  Apocalipse 19.7,8 ensina-nos que a igreja tem a responsabilidade de ataviar-se; isto é, sendo fiel aqui para ser galardoada no céu.
Ø  O termo “Bodas”, indica uma união duradoura. Aqui os casais dizem: “até que a morte nos separe”. Lá não haverá nada que nos separará de Cristo, pois não mais haverá morte, e nós estaremos para sempre diante de Deus (Ap 21.22-27).

A Grande Tribulação
l  A natureza da tribulação.
Ø  É um período de ira       Sf 1.15,18; I Ts 1.10;5.9; Ap 6.16,17;11.18; 14.10,19; 15.1,7; 16.1,19.
Ø  De julgamento      Ap 14.7; 15.4; 16.5,7; 19.2.
Ø  De indignação      Is 26.20,21; 34.1-3.
Ø  De provação      Ap 3.10.
Ø  De problemas      Jr 30.7; Sf 1.14,15; Dn 12.1.
Ø  De destruição      Jl 1.15; I Ts 5.3.
Ø  De escuridão      Jl 2.2; Am 5.18.
Ø  De desolação      Dn 9.27; Sf 1.14,15.
Ø  De transtorno e castigo      Is 24.1-4; 19-21.     
l  A origem da tribulação.
Ø  A Grande Tribulação tem sua origem na ira de Deus, e não no diabo ou no homem, como pensam alguns. Basta lermos alguns textos bíblicos   para confirmarmos que esse período será, particularmente, a hora em que a ira e o juízo de Deus caem sobre a Terra (Is 24.1; 26.21; Jl 1.15; Sf 1.18; Ap 6.16,17; 11.18; 14.7,10,19; 15.4,7; 16.1,7,19; 19.1,2.  
l  Os propósitos da Tribulação.
Ø  O primeiro grande propósito da Tribulação é o de preparar a nação de Israel para o Messias (Jr 30.7), pois ela diz respeito ao povo de Daniel (Dn 9.24), e Deus ainda vai tratar com esse povo (Rm 11.25-27).
Ø  Outro propósito é salvar pessoas de todos os povos, tribos, línguas e nações (Ap 7.9) para povoar o reino milenar.
Ø  Há ainda o propósito de trazer juízo sobre homens e nações descrentes (Is 26.21; Jr 25.32,33; II Ts 2.12; Ap 3.10). 
Ø  Será um período de sete anos, referente à última semana de Daniel, logo após o arrebatamento da Igreja.
Ø  Ao início da Grande Tribulação o anticristo se levantará para propor uma solução para o mundo que estará em angústia por causa do “sumiço” de seus entes e amigos.
Ø  Por três anos e meio o Anticristo será profundamente amado por todos, inclusive pelos judeus.
Ø  Ao final desse período ele quererá ser adorado e todo o mundo concordará, exceto os judeus, e por isso, ele implementará uma perseguição contra o povo de Deus (Dn 7.24,25; 9.27; Mt 24.15; II Ts 2.3,4; Ap 11.2,3).
Ø  Ao final desses sete anos o anticristo reunirá as nações e cercará os judeus para a guerra do Armagedon (Ap 16.16).
Ø  Quando tudo estiver pronto para o ataque Israel clamará ao Senhor e Ele descerá do céu, com a Igreja, para livrar o seu povo do poder do iníquo (Os 6.1-3; Zc 12.10-14; Rm 11.25-27).

O Milênio
Ø  Ao descer dos céus e libertar o seu povo, o Senhor dará início ao juízo das nações, onde as nações amigas de Israel terão o direito de viver no Milênio e as nações inimigas serão destruídas (Mt 25.31-46).
Ø  Satanás será preso para não perturbar o reinado do Messias (Ap 20.2)
Ø  Neste período Jesus reinará (Dn 7.14-27) em cumprimento à aliança que o Senhor fez com Davi (II Sm 7.16).
Ø  Por isso, esse reinado será na Terra (Dn 2.35; Sl 2.8,9; Ap 5.10) e Israel será a nação principal (Is 61.6; 62.2,3
Ø  A Igreja glorificada reinará com o Senhor Jesus(Ap 20.6)
Ø  Será uma era incomparável na história (Is 65.16-25).
Ø  Ao final dos mil anos Satanás será solto e seduzirá as nações, que o seguirão e declararão guerra contra o Senhor (Gogue e Magogue). Porém, serão destruídos e o Senhor lançará o diabo no lago de fogo e enxofre e dará início ao juízo final (Ap 20.7-10).

O Juízo Final
Ø  A necessidade do Juízo Final. - O pecado trouxe consigo a necessidade da manifestação do juízo de Deus. Adão e Eva, ao desobedecerem à ordem de Deus (Gn 2.16,17), tiveram a sua sentença de morte decretada. Eles morreram espiritualmente imediatamente, ficando separados de Deus (Rm 3.23; Ef 2.1). A morte física, outra conseqüência do pecado, não foi imediatamente executada, porque Deus adiou o cumprimento de sua sentença (Gn 3.15) tornando a vida uma caminhada até a morte.
Estando subordinado à força do pecado, que o leva a cometer os mais variados delitos, o homem é passível de um juízo histórico; isto é, nesta vida, caso contrarie as leis humanas (Mt 5.21; At 5.1-11), e de um juízo eterno (Mt 5.22; 12.36; Rm 5.16), por contrariar as leis divinas. Entretanto, como a justiça humana é falha e por vezes sem conta vemos os maus se beneficiando à custa da opressão dos bons (Sl 73-1-14), encontramos no Juízo Final o cumprimento pleno da necessidade de justiça (At 17.31).
l  O propósito do Juízo Final.
            O Juízo Final tem como propósito manifestar a Glória de Deus. Neste mundo Satanás tem se empenhado em cegar os olhos dos homens para que não vejam a glória de Cristo (II Co 4.3,4), mas Deus resplandeceu em nossos corações para que contemplemos a sua glória “na face de Cristo” (II Co 4.6).
            No Juízo Final Satanás terá que se curvar diante da majestade do Senhor Jesus. O dia do Juízo Final é o dia de Cristo, o Senhor (Fp 1.6,10), o qual manifestará o Seu total senhorio sobre toda a criação, quando todo joelho se dobrará diante do Dele, para a glória de Deus Pai (Fp 2.9-11).

O Estado Eterno dos ímpios
Ø  A Bíblia ensina a existência permanente dos ímpios (Mt 24:5; 25:30,46; Lc 16:19-31).
Ø   A Escritura se refere aos excluídos do céu dizendo que estão fora (nas trevas exteriores) e que são lançados no inferno. A descrição registrada em Lc 16:19-31 é, por certo, inteiramente descritiva de lugar.
Ø  Em Mateus 25:46 a mesma palavra descreve a duração, tanto da bem-aventurança dos santos como da penalidade dos ímpios. Se esta não for, propriamente falando, interminável, tampouco o será aquela; e, todavia, muitos dos que duvidam da punição eterna, não duvidam da felicidade eterna.

Ø O Estado Eterno dos justos
Ø  A nova criação. O estado final dos crentes será precedido pela passagem do presente mundo e pelo surgimento de uma nova criação. Mt 19:28 fala da “regeneração” e At 3:21, da “restauração de todas as coisas”. Em Hb 12:27 lemos: “Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas, significa a remoção dessas cousas abaladas (céus e terra), como tinham sido feitas, para que as cousas que não são abaladas (o reino de Deus) permaneçam”. Diz Pedro: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça”(II Pe 3:13 ).
Ø  A habitação eterna dos justos. A Escritura nos dá motivos para acreditarmos que os justos herdarão, não somente o céu, mas a nova criação inteira, Mt 5:5; Ap 21:1-3.
Ø  A natureza de sua recompensa. A recompensa dos justos é descrita como vida eterna, isto é, não apenas uma vida sem fim em toda a sua plenitude, sem nenhuma das imperfeições e dos distúrbios da presente vida, Mt 25.46; Rm 2:7. A plenitude dessa vida é desfrutada na comunhão com Deus, o que é realmente a essência da vida eterna, Ap 21:3. Eles verão a Deus em Jesus Cristo face a face, encontrarão plena satisfação nele, alegrar-se-ão nele e O glorificarão.

Resumo
Ø  Neste período estivemos aprendendo sobre assuntos muito importantes, tais como: a volta de Jesus, o Tribunal de Cristo, as Bodas do Cordeiro, a Grande Tribulação, o Milênio, o Juízo Final e o Estado Eterno de ímpios e justos.
Ø  Para que não nos esqueçamos do que foi aqui aprendido precisamos consultar nossas Bíblias e anotações, além de participarmos ativamente da EBD e dos cultos de doutrina.

Onde obter mais informações
l  CETEMIT – faça um seminário para aprofundar seu conhecimento – tel. 3337-2885.
l  Livros:
Ø  Manual de Escatologia, J. Dwight Pentecost, Ed. Vida.
Ø  Todas as Profecias da Bíblia, John F. Walvoord, Ed. Vida.
Ø  O Que Cristo Pensa da Igreja, John Stott, United Press.
Ø  Escatologia, doutrina das últimas coisas, Severino Pedro da Silva, CPAD.
Ø  Profecias de A a Z, Thomas Ice & Timothy Demy, Actual edições.
Ø  O Milênio, Série Debates Teológicos, Darrell L. Bock, Ed. Vida.