sexta-feira, 27 de julho de 2012

A Importância do Perdão

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A Importância do Perdão

     Fico muito aliviado quando sou perdoado por alguém a quem fiz ou falei algo desagradável ou ofensivo. Acredito que todos experimentamos esse alívio quando somos perdoados.
Sempre gostamos de ser perdoados dos erros que cometemos. Mas, e quanto a dar perdão? Qual é a nossa atitude? Como agimos quando somos nós os ofendidos? Perdoamos e promovemos esse alívio na alma do próximo ou retemos a mágoa e fechamos nosso coração para o ofensor?
     Ao ler o texto de Mateus 18.21-35 compreendo o porquê, do prisma de Jesus, o perdão é tão importante; tanto para nós, quanto para o outro.
    Ao perguntar ao Senhor se devemos perdoar até sete vezes nosso ofensor, Pedro está querendo ser generoso, pois os rabinos ensinavam que se devia perdoar alguém até três vezes. No entanto, a expressão que Jesus usa: "Setenta vezes sete" (v.22) vai além de uma questão de números. É uma forma cultural judaica de dizer que o perdão deve ser dado inúmeras vezes ou, simplesmente, sempre. A expressão de Jesus é um grande contraste com o perdão limitado de Pedro, ainda que esse fosse melhor que a proposta rabínica de seus dias.
     Para ilustrar o que estava ensinando, Jesus contou uma parábola acerca de um rei que decide cobrar aquilo que seus súditos lhe deviam, e um deles, possuía uma dívida simplesmente impagável (vv.23-25 - Dez mil talentos equivalem a trezentos e cinquenta mil quilos de prata, que pela cotação de hoje - 27/07/12 - seria algo em torno de R$30.000.000,00).
     Esse servo se prostra, implora por clemência e recebe o perdão do seu rei. Mas quando sai encontra-se com um conservo, que lhe devia 100 denários (vv. 26-28 - O denário era o pagamento de um dia de um trabalhados comum, que hoje giraria em torno de R$ 25,00, e totalizaria uma dívida de R$ 2.500,00). Ironicamente, esse servo que recebeu tamanho perdão (sua dívida era 12.000 vezes maior que a do seu devedor) trata o seu conservo com grosseria e o agarra com violência, chegando a sufocá-lo e exigindo o recebimento da dívida (v.28).
     A exemplo do primeiro, o conservo também implorou por misericórdia e paciência, mas não foi atendido; ao contrário, foi preso até que saldasse sua dívida (vv.29,30).
     E, ao contrário do seu rei, que foi discreto, chamando-o particularmente para tratar da sua dívida, ele cobrou seu irmão publicamente, humilhando-o diante dos seus companheiros, que assistiram a cena com muita tristeza e foram relatar ao rei (v.31).
     Por esse motivo o rei repreendeu o homem pela sua atitude, mostrando-lhe sua crueldade, e cancelou o seu perdão, entregando-o aos torturadores até que sua dívida fosse paga; isto é, nunca (vv.32-34).
   O Mestre encerra o seu discurso com uma afirmação muito forte aos seus discípulos: "Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão" (v.35 - NVI).
    Assim como nossa dívida/ofensa com Deus era impagável e Ele nos perdoou em Cristo Jesus, também devemos perdoar "de coração" aqueles que nos ofendem. Caso contrário, nosso perdão será cancelado e sofreremos a punição de nossa dívida (pecado).
     Quantas e quantas vezes pessoas que se dizem cristãs (perdoadas por Deus) têm exposto o seu irmão à vergonha pública, seja por meio de atos humilhantes ou palavras difamatórias e não agem com o mesmo amor e misericórdia que receberam do seu Rei. Nunca é demais lembrar que a oração que o Senhor nos ensinou (Mt 6.9-15) termina com a seguinte admoestação: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai celeste vos perdoará as vossas ofensas" (vv.14,15).
     Precisamos encarnar essa Palavra e vive-la para a glória de Deus. Desta forma estaremos fazendo um bem aos outros e também a nós, pois essa é a única forma de receber o perdão do Pai celeste. Mas a decisão é sua!

domingo, 22 de julho de 2012

Estudos em Romanos - Capítulo 16


A EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS
CAPÍTULO 16 – Fechando com chave de ouro

TEXTO CHAVE: “Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”.
Romanos 16.27

VERDADE TEOLÓGICA: “A amizade, a comunhão e a unidade são a essência da vida coletiva da Igreja”.
Ioséias C. Teixeira

ESTUDOS DE PREPARAÇÃO SEMANAL
Segunda-feira: Rm 16.1-16.
Saudações aos amigos.
Terça-feira: At 18.1-4
Amigos verdadeiros são inesquecíveis.
Quarta-feira: Rm 16.17-20
Uma advertência final.
Quinta-feira: 1Pe 1.10-12
Os profetas anunciaram a salvação que nós desfrutamos.
Sexta-feira: Rm 16.21-27
Doxologia conclusiva.
Sábado: Ef 3.4-6
O mistério oculto, a saber que os gentios são co-herdeiros da mesma promessa.

LEITURA BÍBLICA CONGREGACIONAL
Romanos 16.24-27
24-A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.
25-Ora, aquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto,
26-Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé;
27-Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.

ELUCIDAÇAO TEXTUAL
Paulo termina a sua epístola frisando aquilo que era o compromisso mais importante da sua vida: o evangelho e a sua pregação, como os meios de Deus para salvar e confirmar os seus mediante a obediência pela fé no mistério que estava oculto desde a eternidade, mas agora é revelado para promover a glória ao único e eterno Deus, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.

INTRODUÇÃO
.Este capítulo trata da despedida dos amigos e do último apelo de Paulo para a Igreja de Roma em favor da comunhão e unidade entre os irmãos. Ao final o apóstolo exalta a Deus por meio de uma doxologia maravilhosa de louvor e exaltação da sabedoria de Deus.
A mensagem de Paulo aos Romanos declara que a Igreja de proclamar que Deus é quem dá a salvação, a dádiva da justiça, concedida a todos os que recebem pela fé. A Igreja não deve incentivar uma fé separada da fidelidade. A segurança não pode estar fundamentada na decisão humana, mas na obra de expiação e justificação de Jesus.

I-SAUDAÇÕES AOS AMIGOS (vv.1-16).
Apesar de que Paulo nunca tenha estado em Roma, ele tinha grandes amigos por lá. Este capítulo de encerramento da sua carta aos Romanos é muito pessoal, contudo é uma passagem muito instrutiva a todos nós.
Ele começa recomendando a Febe a Igreja, pois ela provavelmente era desconhecida dos irmãos de Roma, visto que servia a Igreja em Cencréia, uma cidade portuária, vizinha de Corinto e distante de Roma cerca de 500km por mar (vv.1,2).
A maioria dos teólogos acredita que a própria Febe seria a portadora desta carta e por isto a sua recomendação feita por Paulo, pois era comum enviar correspondências através de amigos em viagem.
A partir do versículo 3 até o v. 16, Paulo se ocupa de cumprimentar diversos amigos que estavam morando em Roma
A primeira saudação de Paulo é para o precioso casal, Priscila e Áquila, que o hospedou em Corinto. (vv.3-5a; cf. At 18.3). “Quando Paulo os encontrou pela primeira vez tinham vindo recentemente de Roma, havendo sido expulsos daquela cidade pelo decreto do imperador Cláudio, o qual ordenou que todos os judeus deixassem Roma (At 18.2).” (William Hendriksen)
Ambos eram fabricantes de tendas assim como Paulo, e além de serem seus parceiros na proclamação do evangelho, arriscaram suas vidas em favor dele. Embora não se saiba em que circunstâncias, pois não há outro registro a respeito. Mas, especula-se que tenha sido durante o tumulto em Éfeso citado em Atos 19.23-41.
Este casal estava sempre à disposição do Senhor, abrindo agora em Roma sua casa para os crentes se reunirem (1Co 16.19).
Na sequência (vv.5b-12), Paulo cumprimenta mais quatorze irmãos. Além de Epêneto, por quem Paulo tinha uma afeição especial por ter sido o primeiro fruto do evangelho na província romana na Ásia; muito pouco se sabe a respeito dos outros irmãos citados neste trecho. Ele também cita os seus parentes, Andrônico e Junias, que estavam em Cristo (se converteram) antes dele. Conforme especula o pastor Ary Veloso: “Teriam os parentes de Paulo, logo depois da conversão, dito um para o outro: ‘Precisamos orar pelo nosso parente, o rabino Saulo de Tarso. Deus pegando o coração dele, muita coisa pode acontecer no Reino’”?
No versículo 13 encontramos algo interessante, segundo Geoffrey B. Wilson. “Como Marcos provavelmente escreveu seu evangelho em Roma, é quase certo que este Rufo fosse o filho de Simão Cinereu, que carregou a cruz por Jesus (Mc 15.21). Paulo também saúda sua mãe com um toque de ternura que recorda com gratidão alguma ocasião em que ela desempenhara o papel de mãe para ele.”
Já os irmãos citados nos versículos 14 e 15, seus nomes sugerem que fossem escravos, embora não se saiba nada deles.
Paulo então admoesta: “Saúdem uns aos outros com beijo santo.” (v.16a). E aqui está um ótimo exemplo prático de “algo diferente” em sua prática, como aprendemos no capítulo 15. Era comum no Oriente expressar afeição e confiança por meio do “ósculo da paz”. O que Paulo está dizendo aqui é que devemos manifestar amor cristão uns pelos outros, de acordo com nossos costumes e não necessariamente por um beijo.
Não devemos concluir que porque um costume existiu na igreja primitiva e teve o apoio apostólico, este deve ser seguido até os dias de hoje! Como observa Hodge... “Estes costumes muitas vezes nasciam de circunstâncias locais ou hábitos anteriores, ou eram apenas modos convencionais de se expressar certos sentimentos, e nunca se pretendeu que fossem universalmente obrigatórios”.
Como também afirma Geoffrey B Wilson: “Este é apenas um exemplo; há muitas outras coisas ligadas à maneira de se conduzir o culto, com a administração do batismo e da Ceia do Senhor, comuns nas igrejas apostólicas, que deixaram de ser praticadas”.
“O cristianismo é um princípio vivo, e nunca se pretendeu que fosse confinado a formas fixas.”
Em suas viagens Paulo conheceu muitas igrejas; e é natural que ele gostasse de transmitir saudações de umas para as outras, pois ele sempre pregou a unidade de todos os crentes em Cristo (v.16b).

II-UMA ADVERTÊNCIA FINAL (vv.17-20)
Nos versículos 17 e 18 Paulo faz referência aos “falsos cristãos”. Pessoas que causam divisões na igreja, jogando as pessoas umas contra as outras e criam obstáculos ao ensino doutrinário que recebem. E o pior, tais pessoas fazem isso por meio de palavras sutis, bajulação e enganam os ingênuos.
É triste, mas esse problema é tão comum hoje como era no passado. Essas pessoas podem ser encontradas em qualquer igreja, independente de época ou lugar. Eles distorcem “coisas essenciais” e propagam doutrinas contrárias à Palavra de Deus, baseadas nas suas ideias pessoais, causando divisões e desviando outros irmãos.
Paulo nos orienta a evitá-los, não lhes dar atenção, muito menos entregar-lhes nossos corações ou ouvidos!
Nos versos 19 e 20, segundo William Hendriksen, Paulo está nos dizendo: “Vivam de tal maneira que sejam qualificados para a tarefa de escolher o que é bom aos olhos de Deus e sejam inocentes ou ingênuos acerca do que é mal. Sejam sábios com o propósito de fazer e promover o que é certo, e não deixar-se “confundir” com algo que, à vista de Deus é mal.
Ajam da seguinte maneira: tenham cuidado, evitem, obedeçam, sejam sábios e sejam inocentes. Em outros termos: assumam sua responsabilidade!”.
Quanto a Satanás, Deus cumprirá a promessa de Gênesis 3:15; e os santos participarão desta vitória! (Ap 19.13,14).
Paulo agora transmite as saudações de seus cooperadores (vv.21-24), Timóteo, Lúcio, Jasom e Sosípatro; estes três parentes de Paulo. Também Tércio, o amanuense de Paulo, que escreveu a carta para o apóstolo, envia sua saudação e de Gaio, Erasto e Quarto.
Estes são os amigos de Paulo que estão em ele em Corinto. Note que naquela época era comum que o autor de uma carta tivesse um secretário, que ao final assinava e às vezes acrescentava algumas palavras.

III-DOXOLOGIA CONCLUSIVA (vv.25-27)
A palavra doxologia é a fusão de duas palavras gregas (δόξα [doxa] "glória" + λογία [logia], "palavra") e que significa literalmente uma “palavra de glória”, e na verdade é uma forma de litúrgica de louvor a Deus.
A carta termina com uma maravilhosa dedicação do apóstolo ao único Deus. E é muito provável que ele tenha escrito este trecho de próprio punho, como era seu costume (confira em Gálatas 6:11).
O versículo 25a parece uma repetição no verso 1.11. Paulo aqui se refere ao fortalecimento espiritual, o que pode ser traduzido também por confirmação e não ao recebimento de algum dom carismático, tal como falar em línguas.
Deus age poderosamente em nossas vidas nos fortalecendo através da Sua Palavra. Se você quiser experimentar o poder sobrenatural Dele em sua vida, estude a Bíblia! Quantos crentes ficam de lá para cá, de igreja em igreja, correndo atrás de uma “benção especial” (que não existe) a fim de “revolucionar” sua vida espiritual!
Os versículos 25b-26 se referem a um mistério que estava oculto desde os tempos eternos e que se revelou pela Escritura. Geoffrey B. Wilson nos explica que “Antes da vinda de Cristo, sua mensagem havida sido confinada a Israel, mas o cumprimento da esperança do Velho Testamento em Cristo tornou suas palavras significativas para o mundo todo (1Pe 1.10-12); e esta grande mudança aconteceu de acordo com o mandamento do Deus eterno objetivando o Seu propósito eterno, ou seja, que o evangelho fosse proclamado a todas as nações para trazê-las à obediência da fé (Rm 1.5).”
Denney acrescenta: “Aquele que projetou este grande plano de salvação é “o único Deus sábio”, e é em virtude de ter este caráter de Ele é capaz de confirmar – fortalecer espiritualmente - os romanos segundo o evangelho de Paulo” (Ef 3.4-6).
Vivemos a revelação deste grande mistério ainda hoje: quando compartilhamos, testemunhamos Jesus Cristo através da nossa vida, somos fortalecidos no Senhor! (Veloso)
Ao único Deus, através da mediação de Jesus Cristo, que toda a glória deve ser dada para sempre (v.27). Amém.

CONCLUSÃO
Paulo termina a sua epístola com muitas saudações pessoais. Cita o nome de 26 líderes da Igreja, que eram também seus amigos particulares (vv.1-16).
Paulo apelou à Igreja para que evitasse divisões e desunião (vv.17-20). Transmitiu saudações dos seus companheiros (vv.21-23) e terminou com uma doxologia apropriada: “Ao Deus único e sábio seja dada glória, por meio de Jesus Cristo, pelos séculos dos séculos. Amém” (vv.25-27).

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Estudos em Romanos - Capítulo 15


A EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS
CAPÍTULO 15 – o poder do ministério centrado em cristo

TEXTO CHAVE: “Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.”.
Romanos 15.2

VERDADE TEOLÓGICA: “Deus não quer o seu louvor ou a sua oferta, muito menos o seu coração. Ele quer você por inteiro”.
Pr. Ioséias

ESTUDOS DE PREPARAÇÃO SEMANAL
Segunda-feira: Rm 15.1-13
Jesus: o nosso exemplo máximo.
Terça-feira: Is 11.1-10
O Reino do Messias é um Reino de paz.
Quarta-feira: Rm 15.14-21
Um ministério espelhado em Jesus.
Quinta-feira: 1Co15.1-11
O poder transformador da graça na vida de Paulo.
Sexta-feira: Rm 15.22-33
Um obreiro com metas claras para a glória de Deus.
Sábado: At 28.17-31
O Senhor é o Deus que abre portas até na cadeia.

LEITURA BÍBLICA CONGREGACIONAL
Romanos 15.1-7
1-MAS nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos.
2-Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.
3-Porque também Cristo não agradou a si mesmo, mas, como está escrito: Sobre mim caíram as injúrias dos que te injuriavam.
4-Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.
5-Ora o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus.
6-Para que concordes, a uma boca, glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
7-Portanto recebei-vos uns aos outros como também Cristo nos recebeu para glória de Deus.

ELUCIDAÇAO TEXTUAL
No texto de nossa Leitura Bíblica Congregacional Paulo adverte contra a insensatez das divisões, insistindo em união dentro da igreja em Roma, especialmente com referência às questões da liberdade cristã e ao privilégio dos gentios. Baseando seus conselhos no ensino já apresentado, apela por compreensão e o favorecimento mútuo, entre aqueles cujas opiniões e práticas difiram nos assuntos que ele tem discutido.

INTRODUÇÃO
Nesta lição veremos um lado mais pessoal de Paulo. Ele admoesta os irmãos judeus e gentios a deixarem de lado opiniões pessoais irrelevantes em favor da unidade da Igreja e aponta o Senhor Jesus como o modelo maior dessa atitude. Então ele fala das virtudes e oportunidades que a Igreja Romana possuía, mas não deixa de citar também suas necessidades e carências.
Por fim, Paulo apresenta seu projeto de visitar os irmãos em Roma tão logo ele leve as ofertas arrecadas na Macedônia para os crentes da Judéia. No entanto, o propósito maior dele em ir a Roma, além de conhecer a Igreja e comungar com ela, era de levantar mantenedores que financiassem sua viagem missionária à Espanha, um campo ainda inexplorado e muito carente do evangelho.
Paulo era um homem de planos e objetivo claros para o Reino de Deus e nos ensina muito sobre o trabalho para o Senhor. 

I-JESUS: O NOSSO EXEMPLO MÁXIMO (vv.1-13).
“Um dos problemas da igreja cristã é que podemos estar completamente corretos em nossa doutrina e prática, mas sermos muito radicais a este respeito” (Veloso). Este é o problema que Paulo se propõe a tratar aqui: a aplicação de toda a doutrina associada com a prática do convívio com outros cristãos.
O apóstolo aponta duas causas de divisão entre os cristãos pelo mundo afora. As divisões originadas por diferentes convicções, de ponto de vista e as divisões causadas por distinções raciais e de classe social.
Nos versículos 1 e 2, Paulo novamente se refere ao problema dos cristãos legalistas, chamando-os de cristãos fracos, isto é, os que têm o hábito de discutir detalhadamente seu ponto de vista a respeito daquelas questões indiferentes que estudamos no capítulo 14.
Então Paulo orienta os cristãos fortes que não se irritem com os fracos, não se afastem deles nem os afronte; mas que os instrua pacientemente, edificando-os para o seu próprio bem.
Para isso Paulo nos apresenta o Senhor Jesus como exemplo de conduta, que mesmo sendo Senhor não buscou agradar a si mesmo, mas veio a este mundo para promover a edificação dos que estavam ao seu redor (v.3, cf Sl 69.9).
O exemplo de Jesus nos estimula a agir de forma oposta às nossas inclinações naturais. Todos nós gostamos de satisfazer as nossas vontades, desejo de conforto e bem-estar, e só conseguiremos viver buscando o bem dos outros se estivermos cheios do Espírito Santo. 
Para evitar argumentos do tipo: “Mas Jesus é Deus”; Paulo aponta para a Antiga Aliança e fala do que lá foi registrado sobre a história de homens que nos ensinam a mesma lição (v.4) (Veloso). E os exemplos são vários: Abraão, José, Sansão, Davi, Daniel, Ester, etc.
Paulo incentiva o forte e o fraco, apesar das suas visões diferentes a respeito de questões não essenciais, a buscar essa harmonia do amor e espiritual em que a Bíblia silencia. E explica que a unidade cristã deve ser tanto verdadeira (concordemente), quanto aparente (uma voz), mas não visando agradar outros cristãos, mas sim glorificar a Deus (v.6) (MacArthur, 2011).
 A Igreja romana era composta por gentios e judeus, e esses dois grupos, com origens e cultura tão diferentes acabaram por se dividir e fragmentar o rebanho do Senhor. Os judeus pensavam que os gentios faziam tudo errado. Comiam alimentos proibidos, observava costumes errados e até mesmo a língua que falavam estava errada.
Paulo adverte aos irmãos que as diferenças étnicas e sociais não podem separar os cristãos, pois o que é importante é que Deus aceitou a ambos como seus filhos e irmãos em Cristo (v.7).
Mais uma vez temos o exemplo de Jesus como salvador e unificador de todos os povos nele (vv.8,9a), como antes já havia dito aos seus discípulos: “Tenho outras ovelhas que não são deste aprisco. É necessário que eu as conduza também. Elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.” (Jo 10.16).
Para fundamentar seu argumento Paulo lança mão do Antigo Testamento (9b-12): “como está escrito: ‘Por isso, eu te louvarei entre os gentios; Cantarei louvores ao teu nome’”(2Sm 22.50; Sl 18.49). E também diz: “Cantem de alegria, ó gentios, com o povo dele” (Dt 32.43). E mais: “Louvem o Senhor, todos vocês, gentios; cantem louvores a ele todos os povos” (Sl 117.1). E Isaías também diz: “Brotará a raiz de Jessé, aquele que se levantará para reinar sobre os gentios; estes colocarão nele a sua esperança” (Is 11.1,10).
Em apenas um verso (v.13), Paulo apresenta o resultado e a chave para tornar a unidade possível: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nEle, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.”.
Quando os cristãos vivem em harmonia apesar das diferenças, transbordam de esperança porque creem que Deus pode transformá-las em bênçãos e veem que esta habilidade de amar uns aos outros está no poder do Espírito Santo.

II-O MINISTÉRIO DE PAULO ESPELHADO EM JESUS (vv.14-21).
Paulo revela que a Igreja de Roma possuía várias qualidades e poderia fazer muitas coisas internamente e também influenciar a capital do Império. Pois essa Igreja era cheia de bondade, plenamente instruída e capacitada para a admoestação do Senhor (v.14).
Ray Stedman comentando os versos 15 e16 diz que Paulo reconheceu também que havia três coisas que estes cristãos necessitavam (assim como todos nós): ser lembrados da verdade, isto é, ter suas mentes renovadas, ter um exemplo a seguir, lembrar que toda atividade cristã não tem nenhum proveito se não for santificada pelo Espírito Santo.
Também é digno de nota o modo de Paulo confrontá-los: com firmeza e graça, que ele conhece muito bem por tê-la experimentado em sua vida (1Co 15.9,10).
Mais uma vez vale a pena ler o comentário de Ray Stedman sobre o ministério de Paulo: “Ele viveu há dois mil anos, no entanto não há um homem ou uma mulher entre nós que não tiveram sua vida drasticamente afetada por este homem; o curso inteiro da história foi mudado pelas verdades que ensinou. De fato, a própria história cristã foi construída em torno das cartas e ensinos, doutrina e ministério deste apóstolo. Mesmo hoje podemos sentir o frescor de seu espírito, a grandeza de sua mente, e a plenitude de seu coração!”.
“Quando Paulo chegava numa cidade, geralmente encontrava as pessoas desesperadas, vazias, oprimidas pela autoridade romana; mas quando ele começava a pregar o evangelho, a luz invadia a escuridão, as pessoas eram transformadas, descobriam o sentido de suas vidas e começavam e viver pela primeira vez! E era nisto que Paulo se regozijava!” (Ary Veloso).
E você?      Em que consiste sua alegria de viver? O que lhe traz realização?      Para que você está neste mundo?
Jamais lemos Paulo dizendo o quanto ele fez para o Senhor. Ele sempre fala do quanto Deus fez por ele e através dele! Ele levou cerca de dez anos para aprender que sua mente brilhante, seus dons poderosos, sua personalidade e grande influência eram de nenhum valor no serviço do Altíssimo; e quando aprendeu esse segredo, lançou-se neste grande ministério que mudou a história do mundo!
Quando um homem ou uma mulher (ainda hoje) se dispõe a confiar plenamente no Eterno, não há nenhum limite ao que Deus pode fazer! Este é o segredo do ministério de Paulo, que tinha como objetivo levar os gentios a obedecerem o evangelho “por palavras e por obras” (v.18 - ARA). E ele o conseguiu “...pelo poder de sinais e maravilhas e por meio do poder do Espírito de Deus. Assim, desde Jerusalém e arredores, até o Ilírico, proclamei plenamente o evangelho de Cristo.” (v.19).
A natureza de seu ministério era abrir caminho, proclamar o evangelho em lugares ainda não alcançados pelas boas novas (vv.20,21). Ele nos mostra então como colocava em prática essa missão, como veremos no próximo tópico.

III-OS PLANOS MINISTERIAIS DE PAULO
Depois de apresentar a Jesus como nosso exemplo máximo e sua vida espelhada em Cristo, Paulo passa a explicar para os irmãos romanos os seus planos ministeriais.
Versículos 22-24...
Ele planejava já há muitos anos ir à Espanha e incluiu uma viagem a Roma em sua programação. Obviamente porque Paulo tinha o desejo de visitar e conhecer a Igreja de Roma, mas, sobretudo, de levar o evangelho à Espanha, que era um campo ainda virgem e carente do evangelho.
Por isso essa carta aos Romanos. Paulo queria dar à igreja de Roma um fundamento doutrinário apostólico, pois essa igreja não foi formada por nenhum apóstolo, mas provavelmente por algum dos convertidos que se encontrava em Jerusalém por ocasião do dia de Pentecostes (At 2)  e também para se apresentar e falar sobre a sua atuação no campo, a fim de a Igreja conhecesse o seu trabalho missionário e pudesse apoiá-lo financeiramente para chegar à Espanha.
Não sabemos se Paulo chegou à Espanha, mas quando ele chegou a Roma foi em circunstâncias muito diferentes daquelas que ele imaginava quando escreveu esta carta. Ele foi como preso. Mas, mesmo ali na cadeia levou Onésimo, escravo de Filemon, a Jesus e também testemunhou a toda guarda pretoriana (Fp 1.13). Deus nos usa tanto nos palácios, lugares nobres, quanto na cadeia ou em favelas, porque Ele quer que todos ouçam a Sua boa nova de salvação por meio do seu Filho. Paulo estava pronto para seguir a vontade de Deus, onde fosse necessário.
Antes de ir à Espanha, ele tinha um último serviço à realizar: entregar a contribuição que os cristãos gentios haviam feito para o alívio da comunidade de judeus crentes em Jerusalém que sofria dificuldades (vv.25-28).
Outro aspecto do caráter prático de seu ministério é sua confiança no poder do Deus (v.29).
A confiança de Paulo de que chegaria a eles “na plenitude da bênção de Cristo” foi amplamente justificada pelos fatos, muito embora ele tenha chegado a Roma como prisioneiro, imediatamente Cristo lhe abriu a porta de acesso aos judeus romanos (At 28.17-31). (Lenski)
O que estava por trás do ministério deste poderoso apóstolo? Por que têm perdurado dois mil anos? O que lhe abria as portas e dava acesso inclusive ao trono do imperador César? Paulo diria que era por causa das orações dos cristãos em favor dele (vv.30-33).
A vida cristã é uma batalha e Paulo via a oração como uma maneira da lutar nesse combate. Ela é uma grande arma que pode fechar portas e abrir outras, remover obstáculos, nos ajudar a suportar a pressão e forças tremendas, além de levantar pessoas e sustentá-las em pé! (Veloso).
Quais são os seus planos para servir ao Reino nos próximos anos? “Sonhe grandes sonhos, trabalhe incansavelmente e ore fervorosamente, e Deus fará coisas grandes por seu intermédio” (David Young Cho).

CONCLUSÃO
Paulo foi um obreiro de extremo sucesso porque tinha Jesus como seu modelo máximo e levava isso a sério e espelhou todo o seu ministério no Senhor e na Sua glória, lutando pela unidade da Igreja além da conversão dos incrédulos.
Sua vida consistia de planos para servir ao Senhor e à Igreja onde e quando fosse necessário, e era humilde o suficiente para pedir oração porque sabia que não era um super-homem, apenas um servo dedicado muito desejoso de honrar o seu Senhor e Cristo.
A vida desse homem é um incentivo a todos nós, que nos dediquemos um pouco mais ao serviço do Senhor e à proclamação do evangelho.
Deus nos abençoe.

GLOSSÁRIO
ARA –Almeida Revista e Atualizada (versão da Bíblia de 1948).

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Estudos em Romanos - Capítulo 14


A EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS
CAPÍTULO 14 – LIBERDADE SEM LIBERTINAGEM

TEXTO CHAVE: “O que come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu”.
Romanos 14.3

VERDADE TEOLÓGICA: “Liberdade não é o direito de se fazer o que se quer, mas, sim, de fazer o que se deve”.
Anônimo

ESTUDOS DE PREPARAÇÃO SEMANAL
Segunda-feira: Rm 14.1-6
Temas controversos não devem impedir a comunhão.
Terça-feira: -1Co 6.17-20.
Quem se une com Cristo é um com ele, pois foi comprado por um bom preço.
Quarta-feira: Rm 14-7-1
Jesus é o Senhor e Juiz de todos nós.
Quinta-feira: 1Co 3.13-15
Deus é quem nos julgará segundo as nossas obras.
Sexta-feira: Rm 14.13-23
A liberdade cristã é limitada pelo amor.
Sábado: 1Co 10.23-32
Minha liberdade não é pretexto para que eu provoque a consciência do meu irmão.

LEITURA BÍBLICA CONGREGACIONAL
Romanos 14.1-6
1-ORA, quanto ao que esta enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas.
2-Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que e fraco, come legumes.
3-O que come não despreze o que não come, e o que não come não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.
4-Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio Senhor ele está em pé ou cai; mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
5-Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo.
6-Aquele que faz caso ao dia, para o Senhor o faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus..

ELUCIDAÇAO TEXTUAL
No texto da Leitura Congregacional Paulo está salientando o ponto de cada pessoa ter suas próprias convicções. Por elas regulará seu comportamento, com honestidade intelectual e moral, e deixará que o seu próximo faça o mesmo. Cada um vive não na presença dos seus companheiros, senão diante do Senhor, em cujo tribunal todos compareceremos.

INTRODUÇÃO
Neste capítulo 14 Paulo se refere a uma situação especial da comunidade romana, acerca da qual foi informado com segurança. Em toda igreja sempre há irmãos que alimentam ideias menos corretas da verdade cristã, e comumente são teimosos na defesa do seu credo falho. Os tais não devem ser humilhados. A consciência deles, iluminada parcialmente quanto à liberdade que os cristãos gozam em Cristo, deve ser respeitada, e o comportamento dos outros membros da sociedade cristã não deve ofendê-los. Por outro lado, esses irmãos importunos não devem criticar os demais, nem apresentar suas ideias como padrão para os outros e exigir destes uniformidade.
Como o tema é sugestivo, debata e exponha seu parecer sobre esse assunto, mas sempre parando também para ouvir os outros, principalmente os que pensam diferente de você.
Deus te abençoe.

I-TEMAS CONTROVERSOS (vv.1-6)
Muitas vezes ouvimos os incrédulos nos perguntar: “O que eu teria que deixar de fazer se me tornasse um cristão?”, e muitas vezes nos perguntamos: “O que há de errado com determinada atividade?”.
Nestes versículos vamos abordar alguns temas que tendem a gerar conflitos de espiritualidade por serem temas cujos quais a Escritura não dá uma palavra definitiva.
Nos versículos de 1 a 3 Paulo dá uma orientação a todos os cristãos. Primeiro ele se refere aos fracos na fé; pessoas “cuja fé falta aquela firmeza e amplitude que o elevariam acima de pequenos tabus” (David Brown). São problemas de religiosidade, legalismo, como comer carne, considerar alguns dias especiais, determinar certas roupas como sagradas, etc. Estes ainda não têm convicção sobre estes assuntos duvidosos ou indiferentes, e por isto enfrentam dúvidas nestas áreas. Por isso Paulo se refere aos que estão aptos a aprender o significado da morte de Cristo para o viver diário, ou seja, comer, beber, etc.
O que Paulo quer enfatizar aqui é que nossa atitude para com o irmão “fraco na fé” deve ser de aceitação, e não de discussão com ele ou de querer impor sua opinião; afinal de contas, opiniões são tudo o que você pode ter sobre estes temas, porque a Bíblia não diz nada a respeito deles.
Ao invés de discutir estes temas, preocupe-se em obedecer às áreas em que a Bíblia é muito clara e precisa: é sempre errado roubar, adulterar, embriagar-se, fofocar, mentir, e todas outras coisas que sabemos muito bem serem erradas!
É importante observar que a Bíblia poderia ter abordado estes temas, mas seus escritores inspirados pelo Espírito Santo de Deus, foram deliberadamente conduzidos a não falar sobre estes assuntos! E a regra é: Onde a Bíblia é silenciosa, a consciência governa! (Ray Stedman).
Devemos receber aos fracos na fé como em Cristo Jesus, e a principal razão para isto é que o próprio Deus os aceitou! Isto coloca as coisas na perspectiva correta, não é!
Entre os versos 4 e 6 Paulo passa a falar ao cristão “fraco na fé”, aquele que se incomoda ao ver as atitudes de outros cristãos nas áreas em que a Bíblia não fala precisamente sobre o assunto. A estes ele diz: “Não banque o juiz!”, isto é, não os condene com base nas suas opiniões sobre o assunto; não diga que eles não são verdadeiros cristãos e não saia por aí dizendo que são cristãos carnais. (Veloso).
O cristão não é responsável por “prestar contas” aos outros irmãos a respeito destes temas indiferentes, mas ele é responsável por suas atitudes perante Deus (inclusive nestas áreas).
Não há nenhum mérito em abster-se destas coisas, como também não há em praticá-las. O cristão que separa um dia para Deus é mais santo que os outros? Não!
Geoffrey B. Wilson comentando este texto diz: “O verdadeiro cristão que vive para o Senhor é aquele que torna a vontade de Cristo a sua regra de conduta, e a Sua glória o seu objetivo constante; embora, por fraqueza ou ignorância, ele possa às vezes entender mal qual é o seu dever, e considerar obrigatórias certas coisas que Cristo nunca ordenou.” (Veloso).

II-O SENHORIO DE CRISTO (vv. 7-12)
Aqui Paulo afirma que o foco do modo de viver cristão nunca é ele mesmo. Tudo o que fazemos deve ser para agradar o nosso soberano Senhor (1Co 6.20; 10.31). Como nosso Mediador, Cristo assegurou na cruz o indisputável direito de exercer senhorio sobre os crentes que já morrerem e os que ainda estão vivos sobre a terra. (William Hendriksen).
O senhorio de Jesus sobre nossas vidas começa agora, e não podemos pensar em abrir uma exceção em relação a coisas não essenciais ao cristianismo. Quer estejamos vivos ou mortos, somos do Senhor e isso não pode ser mudado por questões secundárias (v.8).
Cristo morreu não apenas para nos libertar do pecado, mas para nos transformar em seus servos (Rm 6.22); para estabelecer a si mesmo como soberano sobre todos os santos em sua presença e sobre aqueles que ainda estão na terra (v.9 cf. Fp 2.11; 1Tm 6.15; Ap 17.14; 19.16)
A repetição da palavra “irmão” não apenas indica a igualdade de posição, mas também é um lembrete oportuno de que seu relacionamento deveria se caracterizar por aquele amor mútuo que se regozija em cobrir uma multidão de falhas (v.10). (Geoffrey B. Wilson).
Tanto os que condenam (fracos), e os que menosprezam (fortes), devem lembrar que não são senhores, mas que Cristo é o Senhor e, consequentemente, eles não são juízes legítimos, mas que o único Juiz é Cristo (v.11). (William Hendriksen)
Está próximo o dia em que Deus virá julgar os segredos dos corações dos homens, quando todos os motivos e intenções escondidos serão revelados (Ap 20.11-15). Note que        os incrédulos, ou seja, os que morreram sem conhecer a Cristo e por Ele não foram justificados, estarão diante do trono do juízo para condenação. Os verdadeiros cristãos não serão julgados pelos seus pecados, pois todos eles já foram perdoados na cruz (Jo 5.24); mas estarão diante do Trono de Cristo para então receberem o seus galardões, que a Bíblia não define quais são. (1Co 3.13-15).
Portanto, em vez de antecipar aquele solene julgamento por suas críticas presunçosas, use a atual oportunidade para corrigir sua conduta em relação aos outros, antes que seja tarde demais para isso. (Geoffrey B. Wilson)

III-OS LIMITES DA LIBERDADE (vv.13-23)
Para nós cristãos a regra áurea é: no que é essencial, unidade; no que não é essencial, liberdade; mas, em todas as coisas, amor.
Paulo está se dirigindo aos que pensam que tem a liberdade para fazer todas as coisas. É verdade que temos liberdade, e que o “cristão fraco” não pode julgar-nos mas essa liberdade deve ser usufruída dentro dos limites do amor! O cristão que insiste em exercitar sua liberdade à custa de alguém não está agindo em amor!
Para entender melhor, tomemos um exemplo citado por Ray Stedman...
Você já observou um pai andando lentamente ao lado de seu filho pequeno? Ele pode andar normalmente, com passos largos, livre, mas desta forma ele se afastaria do seu filhinho e o deixaria para trás, por isto não o faz.
Assim é o limite do amor. Podemos até ter a liberdade de entrar em determinados lugares e participar de coisas que você continuaria com sua consciência perfeitamente limpa, mas você não as fará se sentir que está se tornando um tropeço à outra pessoa. Isto pode acontecer de várias maneiras: um novo cristão, ao seguir seu exemplo, poderá ser conduzido à uma área fora de seu controle e assim se envolver em atividades que o arraste para longe de Deus  (Veloso).
A partir do versículo 16 somos confrontados com a seguinte verdade: O que de fato é importante para nós? Estes debates sobre se devemos como comer carne, dançar, festejar o Natal, etc.? São essas coisa que regem nossa vida? É a prática destas coisas que Deus tem como propósito para nossa vida?
Com certeza não! O reino de Deus não consiste nestas coisas, mas sim na justiça, paz e alegria no Espírito Santo (v.17). Estas sim, são as verdades da importantes da vida, pois os incrédulos estão constantemente observando os crentes e avaliando como nós vivemos e tratamos uns aos outros. Por isso seguimos a paz e a edificação uns dos outros (Jo 13.35; Fp 2.15).
O cristão mais forte pode prejudicar a si mesmo na área da liberdade cristã ao denunciar ou desprezar a liberdade que Deus lhe deu (Gl 5.1), ou por usufruir de sua liberdade de maneira negligente, sem se preocupar sobre como isso pode afetar a vida de outros (1Co 10.23-32) (MacArthur, 2011).


CONCLUSÃO
É importante saber que a nossa liberdade não pode servir de pretexto para menosprezar ou escandalizar nosso e que também não somos os juízes daqueles que têm costumes ou tradições diferentes da nossa e acerca das quais a Bíblia simplesmente se cala.
É sempre bom lembrar a máxima: no que é essencial, unidade; no que não é essencial, liberdade; mas em tudo, amor.
Deus nos abençoe.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Estudos em Romanos - Capítulo 13


A EPÍSTOLA DE PAULO AOS ROMANOS
CAPÍTULO 13 – O CRISTÃO E A ÉTICA CIVIL

TEXTO CHAVE: “Portanto dai a cada um que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.”.
Romanos 13.7

VERDADE TEOLÓGICA: “Por isso digo: Vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne”.
Gálatas 5.16 (NVI)

ESTUDOS DE PREPARAÇÃO SEMANAL
Segunda-feira: Rm 13.1-7
Toda autoridade é constituída por Deus.
Terça-feira: At 25.7-11
Os justos não estão isentos de autoridades injustas.
Quarta-feira: Rm 13. 8-10
O amor ao próximo é a essência da vida cristã.
Quinta-feira: Mc 12.29-31
Amar a Deus e ao próximo: a base de toda a Lei.
Sexta-feira: Rm 13.11-14
Estejamos atentos, pois o fim está próximo.
Sábado: Ef 6.11-18
A armadura da Luz é para os que receberam o Sol da Justiça.

LEITURA BÍBLICA CONGREGACIONAL
Romanos 13.1-7
1-TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.
2-Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
3-Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.
4-Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
5-Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo mas também pela consciência.
6-Por esta razão também pagais tributos: porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.
7-Portanto dai a cada um que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.

ELUCIDAÇAO TEXTUAL
Nesta segunda seção de admoestações, Paulo sai de assuntos puramente pessoais para o âmbito da moral política, e declara os deveres do cristão em face do Estado, assunto este relevantíssimo para os seus leitores romanos. O ponto de vista do apóstolo acerca do Estado, em relação com o crente, encerra o princípio da submissão cristã, que sempre tem sido reconhecida como da vontade divina, obrigatória à Igreja. As bases desta obediência aos poderes seculares podem ser expressas em três tópicos (Edições Vida Nova, 2012).

INTRODUÇÃO
O que você pensa a respeito da nossa presidente ou do presidente dos EUA estarem a serviço de Deus? E Adolph Hitler ou Saddam Hussein? Por mais absurdo que nos pareça, gostemos ou não, de alguma forma em algum sentido, estas pessoas serviram aos propósitos de Deus! Basta pensar que quando Paulo escreveu esse texto os governantes eram homens extremamente cruéis e inimigos do cristianismo.
John Stott tem uma palavra de sabedoria sobre este texto quando diz: “Mas é melhor sermos cautelosos ao interpretar as declarações de Paulo. Não se pode pensar que ele está dizendo que todos os Calígulas, Herodes, Neros e Domicios  da época do Novo Testamento, assim como os Hitlers, Stalins, Amins e Saddams dos nossos dias foram pessoalmente designados por Deus, que Ele é responsável pelo seu comportamento ou que em nenhuma circunstância se pode resistir à autoridade deles.” (Veloso).
Também é preciso avaliar qual tem sido o nível de tratamento que oferecemos ao nosso próximo. Estamos verdadeiramente cumprindo a Palavra do Senhor? E a observação da Escritura? Como anda em nossa vida?
Vejamos o que Paulo nos ensina sobre essas questões tão fundamentais.

I-A SUBMISSÃO ÀS AUTORIDADES: PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DO REINO (vv.1-7).
Está claro no primeiro versículo que este capítulo discorre sobre o dever do cristão - e do não cristão - de ter uma conduta de obediência às autoridades. Não somente aos presidentes e chefes de Estado, todos os níveis de autoridade, todas as formas de poder existentes, o que devemos nos lembrar é que todos eles são colocados lá pelo próprio Deus!
“A Bíblia reflete várias formas de governo e não especifica nenhuma como sendo a vontade de Deus. A melhor aos olhos dEle é a estabelecida por Ele mesmo, para aquele lugar e tempo particulares na história, considerando as características das pessoas, o grau de verdade e de luz disseminado entre elas, e as circunstâncias morais que estão prevalecendo. Para essa circunstância, tempo e lugar, Deus estabelece um governo em particular”. (Ray Stedman)
Esta verdade não é vista somente no Novo Testamento, veja também Daniel 2.21.
É óbvio que se Deus institui as autoridades, aqueles que se opõem a elas estão se opondo diretamente a Ele, que certamente punirá esta desobediência! (v.2).
Os governos têm poder sobre o que fazemos com nossas propriedades e como nos comportamos uns com os outros, mas não têm o direito de intervir em nossa adoração ou proibir a obediência à Escritura, pois estes são os limites dos poderes governamentais. Como cristãos podemos resistir à opressão e perseguição religiosas, porém não devemos resistir às funções legítimas do governo. Como disse Geoffrey B. Wilson: “Assim, quando as exigências do Estado entrarem em conflito com a Lei de Deus, a resistência a elas se torna um dever do cristão” (Veloso).
É evidente que a afirmação de que os governantes recompensam quem pratica o bem e castigam os que praticam o mal não é constantemente verdadeira, e Paulo sabia disso muito bem, pois teve que apelar para César por saber que Festo queria agradar os judeus e não o julgaria com justiça (At 25.7-11). Contudo, John Stott explica este texto dizendo que “ao pintar este lindo quadro das autoridades como quem ‘enaltece o bem’ e ‘pune quem pratica o mal’, ele está afirmando o ideal divino e não a realidade humana.”.
Geoffrey B Wilson disse muito bem que: “O Estado é ordenado por Deus para suprir as exigências da situação criada pelo pecado”.
Nos versículos 5-7 Paulo afirma que não devemos obedecer às leis apenas porque tememos ser presos ou punidos de alguma forma, assim como não devemos pagar nossos impostos apenas porque sabemos que corremos o risco de cair na “malha fina”. Porque quando a pessoa pensa assim ela não titubeará em transgredir quando supuser que não há possibilidade de ser pega em seu delito. Por isso a razão para obedecermos às leis é porque isso é correto diante de Deus e nada foge aos seus olhos e devemos ter a consciência limpa diante dEle.
Paulo está ensinando que os cristãos devem dar às suas autoridades o que lhes é de direito, inclusive a reverência e a honra que é devida ao ofício deles.
Mas como o Estado temporal não é o Reino eterno, o dever de obediência às autoridades seculares é provisório para o atual período de “noite” (v.12); naquele “dia” que está “chegando” uma nova ordem de governo será introduzida, quando “os santos hão de julgar o mundo” (1Co 6.2). O Estado secular desaparecerá, mas a cidade de Deus permanecerá para sempre. (Veloso).

II-O AMOR AO PRÓXIMO: A MOTIVAÇÃO EXCELENTE (vv.8-10)
Após falar da obediência às autoridades constituídas, Paulo transmite uma ordem da parte de Deus: não dever nada a ninguém, exceto o amor (v.8). Contudo, se conhecemos o Senhor Jesus, então temos o poder amar! E essa aptidão de ser amoroso mesmo com quem não é conosco não vem de nós, mas de Deus (2Co 3.5).
O amor do cristão ao seu próximo é apenas o reflexo visível de seu amor para com Deus. É a sua obediência constante ao segundo grande mandamento que demonstra a prova mais convincente de seu comprometimento total com o primeiro! (Mc 12.30,31).
William Hendriksen diz que “Entre todas as dívidas que uma pessoa venha a contrair, há uma que jamais poderá ser reembolsada plenamente: a dívida do amor”.
Precisamos agir com amor, demonstrar cortesia, bondade, paciência, compreensão, independente das circunstâncias! Paulo diz muito claramente que esta é uma dívida nossa para com todas as pessoas! (Veloso)
Para corroborar seu argumento, Paulo cita quatro dos dez mandamentos, que tratam dos relacionamentos interpessoais (Ex 20.13-15,17) e afirma que tudo isso se resume em “Amarás o teu próximo com a ti mesmo”. Este mandamento (Lv 19.18) engloba todos os mandamentos referentes às relações humanas (Mt 22.39). Se de fato amamos aqueles com quem nos relacionamos, então faremos tudo o que for bom para eles (v.10).
Ao tratarmos as pessoas com o mesmo cuidado que temos por nós mesmos, jamais transgrediremos em qualquer dos mandamentos que se referem à nossa relação com o próximo (Mt 7.12; Tg 2.8). (MacArthur, 2011).
Não existe cristianismo sem amor pois “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4.8); ao passo que o mesmo joão afirma um verso antes: “Amados, amemos uns aos outros, pois o amor procede de Deus. Aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (NVI).
Em síntese, nossa conduta amorosa, ou não, vai confirmar se, de fato, conhecemos a Deus. Se auto avalie e responda para si mesmo: você conhece a Deus?

III-A RAZÃO DE OBSERVAR A VONTADE DE DEUS: O FIM ESTÁ PRÓXIMO (vv.11-14).
Paulo apresenta aos seus leitores (inclusive nós) um poderoso estímulo (vv.11,12a). Ele afirma que os cristãos devem seguir o que foi ensinado nos versos anteriores e se despertarem do sono, que é uma analogia à apatia espiritual e indiferença com as coisas de Deus. (MacArthur, 2011). É preciso “acordar” para pagar aos outros a nossa dívida de amor para com eles (v.8).
O fato de conhecermos o tempo em que vivemos, ou seja, os últimos dias, é um estimulante a mais para vivermos em conformidade com a Escritura (Hb 10.24).
Seremos glorificados quando Jesus voltar, e isso está mais perto a cada dia, pois cada dia a mais é um dia a menos. Por isso, devemos nos santificar continuamente porque esse dia se aproxima e nós não sabemos quando será.
Aqueles sobre os quais o Sol da justiça raiou, devem abandonar os antigos desejos pertinentes à sua ignorância e vestir a armadura da luz (Ef 6.11-18 e 1Ts. 5.8), porque é incompatível o viver cristão em amor com as chamadas “obras das trevas” ao mesmo tempo (Gl 5.19-21, Cl 3.5-11).
O que se espera de um cristão autêntico é que ele viva de modo diferente do mundo e dignifique o nome do Senhor (v.13a). Devemos viver uma vida que agrade a Deus, manifestando uma no nosso comportamento exterior a realidade interior de uma vida redimida (Lc 1.6; Gl 5.16,25; Ef 2.10; 4.1,17; Fp 1.27; Cl 1.10; 2.6, etc.). Precisamos evitar as propostas do mundo, tais como devassidões, que se caracterizam por festas desregradas, orgias sexuais, brigas, perversão, imoralidades, contendas e ciúmes.
Para “medir” nossa vida espiritual três perguntas podem ser úteis:           Que efeito minha vida exerce sobre as pessoas? Eu trago harmonia ou espalha discórdia aonde chego? Divisão e fofoca começam imediatamente quando eu chego a um grupo?
Para evitar esse risco o apóstolo recomenda “revistam-se do Senhor Jesus Cristo” (v.14). Ou seja, precisamos buscar nos unir mais espiritualmente a Cristo, de modo que Ele seja a Luz de sua luz, a Vida de sua vida, a Alegria de sua alegria, e a Força de sua força (Will L. Thompson).
Como nos vestimos pela manhã, também precisamos nos  “revestir” de Jesus ao acordar, e fazer dEle a imagem que transmitimos às pessoas. Assim poderemos cumprir a parte final desse versículo: “... não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (v.14b).
Não devemos ficar cultivando em nossa mente as obras das trevas. O fim desta prática sempre é conflito, rivalidade, inveja, enfim... destruição! Para os outros e para você mesmo!
É certo que teremos tentações, pois o pecado continua na nossa carne mesmo quando se tornamos santos (Rm 7.14). Mas, como filhos de Deus, devemos aprender a controlar e vencer as tentações.

CONCLUSÃO
Deus é o Senhor da História, e mesmo os maus líderes que as diversas nações tiveram foram usados pelo Senhor para se atingir algum propósito divino. Assim como Deus usou Nabucodonosor para julgar Judá e depois o puniu por seus pecados (Jr 25.9-14). Portanto, mesmo que não entendamos de imediato, Deus está no pleno controle da história e espera que sua Igreja o honre obedecendo às autoridades constituídas, desde que elas não vão contra a Palavra do Senhor.
Também o amor ao próximo é um tema muito forte nesta epístola, e aqui Paulo o ressalta como a base para se guardar os mandamentos e como a segurança de que estaremos com Cristo quando o grande dia chegar, pois a nossa salvação está agora mais próxima do que antes.
Que Deus te abençoe em nome de Jesus.

sábado, 7 de julho de 2012

Você sabe a diferença entre espiritualidade e espiritualização?

É preciso saber distinguir entre espiritualidade e espiritualização. Espiritualização (espiritualizar) é um acessório da espiritualidade, uma forma de expressá-la: conversas espirituais, atividade religiosa, formas de culto, estilos musicais para adoração, estilos de pregação, etc. Isto é, é como falamos sobre Deus, como os amigos de Jó, que fizeram diversos discursos falando sobre Deus para o amigo enfermo, mas não puderam ajudá-lo em nada. Simplesmente porque a espiritualização não tem valor se a vida não for espiritual.          
Espiritualidade, por sua vez, é transbordar de Deus. É falar com Deus em todo tempo, viver focado no interesse de honrá-lo em tudo o que fazemos na vida: trabalhar, descansar, comer, namorar, conversar, brincar, dirigir.                
Em suma. Espiritualidade é um estilo de vida centrado em Deus e na glorificação Dele por meio de atitudes que revelem Deus em nós, enquanto que espiritualização é uma forma humana de expressar visualmente e liturgicamente nossa espiritualidade. Ambas são importantes, mas a espiritualidade é a verdadeira essência da vida cristã, pois ela transcende rituais e práticas temporárias e invade toda a vida, nas suas mais diversas expressões. A Espiritualidade é o conteúdo da vida pessoal, enquanto que a Espiritualização é a forma de vida.