quarta-feira, 24 de agosto de 2011

QUANDO NOSSA VIDA ESPIRITUAL ENTRA EM DESEQUILÍBRIO.


Existem algumas áreas de nossas vidas em que os nossos esforços para sermos corretos podem acabar por nos levar ao erro, e esse erro tende a ser tão sutil que nos leva a uma desfiguração espiritual que é imperceptível por nós, mas tão séria e perceptível para o que nos rodeiam que acaba por afastá-los. Essa desfiguração espiritual pode ser descrita pelos cinco ou por alguns dos cinco sintomas citados abaixo:


1. Quando, em nossa determinação de nos tornarmos ousados, nos tornamos atrevidos. 

2. Quando, em nosso desejo de sermos francos, tornamo-nos rudes. 

3. Quando, em nossos esforços para sermos vigilantes, ficamos a suspeitar de todos. 

4. Quando tentamos ser sérios e nos tornamos sombrios. 

5. Quando tencionamos ser conscienciosos e nos tornamos escrupulosos em demasia. Se o diabo não puder destruir a consciência, seus esforços se concentrarão na tentativa de enfermá-la. Conheço crentes que vivem em um estado de angústia permanente, temendo que venham a desagradar a Deus. Seu mundo de atos permitidos se torna mais e mais estreito, até que finalmente temem atirar-se nas atividades comuns da vida. E ainda acreditam que essa auto-tortura é uma prova de piedade.

Enquanto os filósofos religiosos buscam corrigir essa assimetria (que é comum à toda raça humana), pregando o "meio-termo áureo", o cristianismo oferece um remédio muito mais eficaz. O cristianismo, estando de pleno acordo com todos os fatos da existência, leva em consideração este desequilíbrio moral da vida humana, e o medicamento que oferece não é uma nova filosofia, e sim uma nova vida. O ideal aspirado pelo crente não consiste em andar pelo caminho perfeito, mas em ser conformado à imagem de Cristo.

Sintetizado do texto “Como Evitar Desequilíbrios Religiosos” de Arthur W. Pink.
Extraído do site www.editorafiel.com.br