sábado, 2 de julho de 2011

Os pretensos inatacáveis gostam de atacar

"Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas" (I Corintios 6:9).

Há poucos dias atrás tive o desgosto de ver na TV as imagens da marcha do orgulho gay. Não por ser uma marcha gay, porque somos livres e cada um faz da sua vida aquilo que bem quiser, e se eles se orgulham de serem gays o problema é deles. Mas o que gerou o desgosto que falei acima foi a falta de respeito desse grupo à Igreja Católica Romana. No seu desfile eles colocaram modelos caracterizados como os santos católicos, numa clara afronta à igreja de Roma e às suas crenças.
Não sou católico e não concordo com muitas das práticas católicas; sobretudo a veneração de imagens. Mas isso não me dá o direito de ser ofensivo ou debochado no que concerne à crença dos romanistas. Discordar é perfeitamente normal dentro de uma sociedade onde as pessoas são livres para construir seus conceitos e crenças, mas desrespeitar os conceitos e crenças alheias é inaceitável para qualquer ser humano de bom senso.
O ato da comunidade gay, representada pelos organizadores dessa marcha é, no mínimo, um deboche. Eles, que pretendem se fazer intocáveis por meio da PLC 122, e colocar na cadeia todos aqueles que discordarem deles e "atacá-los" com suas crenças, não respeitam ninguém e afrontam sem o menor pudor a quem quer que seja; principalmente os que eles julgam seus desafetos, porque não concordam nem apoiam a sua conduta.
Nossos deputados e senadores devem focar sua atenção nesse tipo de conduta da comunidade gay e se pronunciarem acerca das suas práticas agressivas e não ficarem preocupados em agradar a esse grupo buscando angariar votos.
Os defensores do movimento gay ficam fazendo pronuciamentos melodramáticos em defesa de sua causa e se fazendo de vítimas de todos, comovendo aqueles que não possuem senso crítico/analítico, mas se posicionam a favor de qualquer um que os comova, independente do que defendam. Enquanto isso atacam a todos sem o menor pudor. Quando alguém discorda deles é fanático e truculento, mas quando eles discordam dos outros é liberdade de expressão.
Como evangélicos e católicos usam a Bíblia, a teologia, a razão e a ciência para pontuarem suas posições acabam por não angariarem muitos defensores, pois são poucos os que usam a cabeça para avaliarem os fatos e declarações que lhes chegam ao conhecimento.
Precisamos nos posicionar com relação a esse movimento e às suas declarações e práticas. Por que somente eles têm o direito de discordar e atacar a quem quer que seja e ainda serem vistos como corajosos que defendem uma nobre causa? Por que quando evangélicos e católicos se posicionam contra a prática homossexual são chamados de homofóbicos? Afinal, não estão também se dedicando à defesa de suas idéias e convicções? Por que a defesa das idéias e convicções homoafetivas é garantida como liberdade de expressão e a mesma prática quando feita por evangélicos e católicos é homofobia? Qual a diferença? O que os faz melhores do que nós? Onde está o princípio constitucional de igualdade de direitos e deveres para todos por sermos iguais perante a lei?
Estas questões precisam ser avaliadas por toda população e por nossos políticos, que muitas vezes estão muito mais interessados em agradar possíveis eleitores do que em legislar em benefício de todos e não de algum seguimento específico. Não se deve legislar em favor dos interesses de evangélicos, católicos, espíritas ou quem quer que seja, inclusive o movimento homossexual, mas em favor do interesse de todos.
Em suma, o que não é bom para todos não é bom para ninguém. Defender e privilegiar grupos em detrimento da coletividade não é política, é politicagem.
Enquanto o movimento homossexual contar com esses privilégios e apoio vão continuar afrontando a tudo e a todos e não aceitando que ninguém discorde deles, fazendo-se de vítimas enquanto tripudiam sobre todos sem o menor respeito.
Que aprendamos a nos posicionar e a discordar com veemência sem jamais ser preconceituosos, mas sim, "conceituosos" que baseiam sua discordância em fatos e dados e que não se calam diante da ameaça de grupos passionais e sem bom senso.
Deus nos abençoe.