quarta-feira, 23 de março de 2011

Atos 12 - Perseguidos, mas não desamparados.

Igreja: A continuação da obra de Jesus



Texto: Atos 12.1-25


Introdução:

Todos experimentamos momentos de dor ou sofrimento em nossas vidas por causa da nossa fé. Por vezes nos sentimos presos, com as mãos atadas ou somos maltratados por crermos em Jesus.

Nesses momentos o melhor a se fazer é compartilhar com os santos as nossas necessidades como nos ensina Paulo (Rm 12.13) e descansar em Deus como fez Pedro (v.6), pois o Senhor sempre julga a causa dos seus filhos e a igreja continua experimentando a bênção do céu como veremos na análise do texto de Atos 12.

I. Perseguidos no tempo da bênção (vv.1-8).

a. Herodes (Agripa I). Filho caçula de Aristóbulo, marido de Berenice, sobrinha de Herodes, o Grande. Foi criado em Roma e era amigo do cruel imperador romano, Calígula, que lhe concedeu o título real em 37 dC e o trono da Judéia e Samaria em 41 dC. Ele era neto de Herodes, o “Grande”, que tentou matar Jesus quando esse era ainda um bebê indefeso de apenas dois anos (Mt 2) e sobrinho/cunhado de Herodes Antipas (casado com Herodias, sua sobrinha), que mandou matar João Batista (Mt 14.3-12), de quem ele herdou o trono da Galiléia e da Peréia, além da região de Decápolis, quando o acusou falsamente a Calígula de traição contra Roma em aliança com os Partos, fazendo com que seu tio fosse exilado em Lyon e ele assumisse seus domínios.
Que família hein? Traidores, invejosos e crueis. O que a igreja poderia esperar de um governante assim?

b. “Por aquele tempo ...” (v.1). Que tempo? Tempo de avivamento, de progresso espiritual, de avanço da visão, de progresso evangelístico, etc. (vide capítulos 10 e 11).

          i. A igreja estava feliz, mas...

c. “Mandou prender alguns da igreja para os maltratar” (v.1).

          i. Lição: Quando você está no centro da vontade de Deus, quando Deus está abençoando você e a sua igreja, o inimigo te quererá “prender” e te “maltratar”.

d. Jesus disse: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. (Jo 16.33) e Paulo corroborou: “De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. (2Tm 3.12).

Mas isso não deve nos parar, pois o Senhor está sempre atento à oração dos seus santos para os livrar e os guardar, como veremos a seguir.

II. Liberto pela oração dos santos (v.9-19).

a. Por conta do grande prazer que os ímpios tiveram com a morte de Tiago, irmão de João, Herodes decidiu prender também a Pedro, principal líder da igreja, para mata-lo após a Páscoa

b. Contudo, a igreja do Senhor estava em constante oração pelo servo do Senhor e o Altíssimo atendeu o seu povo e livrou a Pedro.

c. Pedro também estava confiante e descansando em Deus, não se turbando em seu coração ou mente.

d. Sempre que um irmão nosso está passando por lutas e provações precisamos nos dedicar à oração em seu favor para que o Senhor intervenha.

e. A fé verdadeira não põe limites em Deus e Deus não põe limites à fé verdadeira.

f. Porém, creia na resposta do Senhor e a receba com alegria quando ela vier. Não a deixe do lado de fora.

g. “Orem continuamente” (1Ts 5.17).

O Senhor que nos livra e nos guarda é o mesmo que julga as nossas causas e não tem o culpado por inocente (Na 1.3), como ensina nosso último tópico.

III. Os perseguidores sempre serão confrontados pelo Senhor (vv. 20-25).

a. Como era comum naqueles dias atribuir divindade aos reis e como os moradores de Tiro e Sidom queriam ganhar a simpatia de Herodes Agripa I, então eles os chamaram de deus (vv.20-22).

b. Contudo, o Senhor zela pela Sua glória e não a dá a ninguém e por isso, puniu severamente o rei Herodes com a morte (v.23).

c. Veja o que diz Flávio Josefo: “Então, quando Agripa tinha reinado durante três anos sobre toda a Judéia, ele veio à cidade de Cesaréia, que antes era chamada Torre de Stra-to, e ali ele apresentou espetáculos em honra a César, ao ser informado que ali havia um festival celebrado para se fazerem votos pela sua segurança. Em cujo festival uma grande multidão de pessoas principais se tinha reunido, as quais eram de dignidade através de sua província. No segundo dia dos quais espetáculos ele vestiu um traje feito totalmente de prata, e de uma contextura verdadeiramente maravilhosa, e veio para o teatro de manhã cedo; ao tempo em que a prata de seu traje sendo iluminada pelo fres-co reflexo dos raios do sol sobre ela, brilhou de uma maneira surpreendente, e ficou tão resplendente que espalhou horror entre aqueles que olhavam firmemente para ele; e no momento seus bajuladores gritaram, um de um lugar, outro de outro lugar, (ainda que não para o bem dele) que ele era um deus; e acrescentavam: ‘Sê misericordioso conosco, pois ainda que até agora te tenhamos reverenciado somente como um homem, con-tudo doravante te teremos como superior à natureza mortal’. Quanto a isto o rei não os repreendeu, nem rejeitou sua ímpia bajulação. Mas, estando ele presente, e depois olhou para cima, viu uma coruja pousada numa corda sobre sua cabeça, e imediatamente entendeu que este pássaro era o mensageiro de más notícias, como tinha sido antes mensageiro de boas notícias; e caiu na mais profunda tristeza. Uma dor severa também apareceu no seu abdome e começou de maneira muito violenta. Ele portanto olhou para seus amigos e disse: ‘Eu, a quem chamais deus, estou presentemente chamado a partir desta vida; enquanto a Providência assim reprova as palavras mentirosas que vós agora mesmo me disseram; e eu, que por vós fui chamado imortal, tenho que ser imediatamente afastado depressa para a morte...’ Quando ele acabou de dizer isto, sua dor se tornou violenta. Desse modo, ele foi carregado para dentro do palácio; e o rumor espalhou-se por toda parte, que ele certamente morreria dentro de pouco tempo... E quando ele tinha se esgotado muito pela dor no seu abdome durante cinco dias, ele partiu desta vida” (Flávio Josefo, Antiguidades, XIX, 7.2).

d. E a igreja? Bem, a igreja continuou crescendo de forma extraordinária, pois o inferno não pode parar o povo santo (vv.24,25).

Conclusão:

Sempre que você se propor a viver segundo a vontade de Deus experimentará lutas e provações. O inimigo irá investir pesado contra s sua vida porque ele não quer que Deus seja glorificado pela sua vida. Ele tentará te “prender” em algum pecado, em ocupações infrutíferas ou até mesmo literalmente. Também não perderá nenhuma oportunidade de te maltratar, seja como for. Contudo, compartilhe a sua luta e conte com as orações dos irmãos em seu favor e confie sempre no Senhor, pois a fé não põe limites em Deus e Deus não põe limites na fé (Mc 9.23).