terça-feira, 23 de novembro de 2010

Defendendo a fé com lógica e coerência.

Fazer apologética é função fundamental na vida de qualquer cristão autêntico, até porque somos constantemente desafiados em nossa fé.
Para que possamos defender a fé é preciso que usemos de violência na argumentação contra aqueles que nos questionam. Contudo essa violência não é referente ao nosso tom de voz ou gestos, mas à força do nosso argumento. Se não formos fortes em nosso argumento nossos oponentes não se darão conta do absurdo de sua posição.
Quando, por exemplo, alguém nos pergunta: "Se Deus existe e é bom, então por que há tanto mal na terra?" Muitos crentes são tentados a começar a responder sem avaliar a incoerência que essa pergunta contém e deixam o incrédulo com um sorriso no rosto como se a sua pergunta fosse a mais inteligente da história. Porém vejamos.
Em que o fato de haver diversos males na terra anula a existência e a bondade de Deus? O fato de um filho ser um bandido incorrigível anula a honradez e a honestidade do seu pai? Ou um filho que se torna homossexual anula a masculinidade do seu pai?
Na verdade, a pergunta acima não passa de uma tremenda idiotice sem nenhuma lógica.
Conta-se uma história em que um barbeiro cortava o cabelo de certo cliente e sabendo que ele era cristão lhe  fez o seguinte comentário: "Sabe, enquanto eu vinha para cá vi muitas pessoas sofrendo, crianças abandonadas, famílias sem um teto, e males diversos; então concluí: se Deus existisse essas situações de sofrimento não seriam uma realidade". Depois de pensar um pouco o cliente cristão lhe respondeu: "Sabe, também cheguei a uma conclusão. Você não é barbeiro!" O homem ficou assustado e perguntou o por que de tal afirmação. O irmão lhe respondeu: "enquanto eu vinha para cá vi muitas pessoas cabeludas e barbudas e isso me fez pensar: esse homem não é barbeiro, senão essas pessoas não estariam assim". Então o homem assustado lhe retruca: "Ora, é claro que sou barbeiro! Se essas pessoas vierem até aqui eu farei a barba e o cabelo delas." Então o irmão chega onde queria e lhe afirma: "O problema do mal na terra segue o mesmo princípio. Se os homens se voltarem para Deus também terão suas vidas mudadas para melhor, mas enquanto estiverem distantes do Altíssimo é apenas o mal que sofrerão".
Embora a história acima possa lhe parecer simples ela ensina uma lição fundamental; imagine como seria o mundo se todos decidissem viver em conformidade com os ensinamentos do Senhor Jesus resumidos em seus dois mandamentos fundamentais: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Responda a si mesmo, quantas mortes seriam promovidas por mãos humanas? Quantas crianças ou adultos passariam fome? Quantas famílias estariam sem casa? Quanta violência seria praticada?
A resposta a essas perguntas e a outras que poderíamos fazer seria uma só: nenhuma. Pois quem ama ao próximo não mata, não abandona e não agride, mas promove a vida, acolhe e protege.
A verdade é que a humanidade vai de mal a pior por desprezar a Deus e à sua vontade; inclusive muitos cristãos professos não cultivam essa realidade em suas vidas.
O mal na Terra não é uma questão da existência ou não de Deus e do seu caráter bom, mas do afastamento da humanidade desse bondoso Criador.
Pastor Ioséias.