quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Razão versus emoção não, razão filha da emoção sim.

A razão enlouquece, mas a emoção enriquece.

Viaje na poesia da Palavra de Deus e se emocione com o que os racionalistas chamam de loucura do evangelho.

A arte faz bem à alma porque sonha com o que não existe e projeta o impossível e por isso ela se parece tanto com a fé. Já o racionalismo se prende à mediocridade desse mundo e não consegue conceber nada além daquilo que pode ver. Contudo me pergunto: quem é louco? Aquele que tem uma perspectiva ampla do pensamento, racional e imaginativo, ou o escravo de uma fixação por uma única forma de pensar?

É importante frisar que tudo aquilo que a razão provou começou com uma suposição imaginativa. Portanto, quem depende de quem?

Não há descoberta científica que não tenha sido fruto de uma suposição imaginativa ou do acaso. A razão nasce da emoção e não o contrário.

Razão sem emoção é filha sem mãe. Órfã, entregue às agruras de uma existência sem proteção, apoio ou amor. Sem um seio que a amamente. A razão se alimenta da emoção e cresce sempre mais forte quando a sua mãe está por perto, cuidando dela.

Como dizia G. K. Chesterton, poetas não enlouquecem, mas jogadores de xadrez e matemáticos sim. A saúde da razão está na emoção. Chesterton afirma que os homens devem duvidar de si mesmos e jamais da verdade, mas os homens de hoje estão seguros de si e duvidosos da Verdade. Devíamos duvidar mais de nós mesmos e menos da Verdade, pois quando duvidamos de nós então vamos buscar sempre mais da Verdade e quando estamos seguros de nós mesmos nos acomodamos com a mediocridade do que já sabemos.

Sendo assim, cultive sua vida emocional e não negocie o inegociável. Você pode duvidar até de si mesmo, mas jamais deve duvidar da Verdade.

Pastor Ioséias Carvalho Teixeira.